<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053</id><updated>2011-09-13T12:09:35.790-07:00</updated><title type='text'>Excelsior!</title><subtitle type='html'>Espaço reservado para tudo que eu quiser dizer e/ou mostrar sobre quadrinhos. Ou não.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-112215434381818267</id><published>2005-07-23T13:58:00.000-07:00</published><updated>2005-07-23T14:32:23.856-07:00</updated><title type='text'>Tudo que tem um começo tem que ter um fim</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.zaldivacomics.com/images/gn/march31_04/alias_vol4_secretofjessica_tpb%20(Large).jpg" width="200" border="1" align="right"&gt;Não é novidade pra os três leitores deste blog que o dito cujo encerrou suas atividades. Eu não queria, mas não teve outro jeito. Entretanto, eu estava esperando pela oportunidade certa pra me despedir oficialmente, e acho que a encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que acabou? Bem, primeiro eu preciso dizer por que começou. O blog foi criado pra dar continuidade aos meus textos sobre HQ que eu publiquei no também finado &lt;a href="http://setedias.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Sete Dias&lt;/a&gt;. A minha proposta, desde aquela época, era de convencer meus amigos e/ou leitores do quanto os quadrinhos são legais, mostrar que quadrinho é interessante pra cada tipo de público, dar uma opinião sobre o que penso da HQ como mercado e expressão artística, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, como não bastasse os problemas básicos de quem escreve blog - falta de tempo, inspiração, saco - me vi envolvido nos mesmos problemas que 90% dos leitores de quadrinhos enfrentam: revistas caras e de difícil acesso. Tem bilhões de excelentes quadrinhos mundo afora, mas como vou recomendar alguém ler ou comprar um bom quadrinho europeu se nem eu estou fazendo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo palpável que me fez dar o último suspiro aqui foi o encerramento da série &lt;i&gt;Alias&lt;/i&gt; no Brasil. Quem não souber o que é &lt;i&gt;Alias&lt;/i&gt;, clique &lt;a href="http://setedias.blogspot.com/2004_06_01_setedias_archive.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e volte pra cá. Pois bem. Era o único quadrinho atual que eu estava acompanhando e acabou. Aí eu termino de ler e fico com uma vontade louca de comentar com alguém o quanto o arco final foi espetacular, como Brian Bendis é genial, como o drama psicológico de Jessica Jones é algo que fode com a tua alma... mas logo olho ao redor e não tem ninguém, porque só eu, apenas eu, leio &lt;i&gt;Alias&lt;/i&gt; nessa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sad but true, meu blog fracassou em sua intenção. Os poucos que liam o &lt;i&gt;Excelsior!&lt;/i&gt; ou já gostavam de quadrinhos - mas gostavam dos mesmos quadrinhos e não passaram a procurar por outros por minha causa - ou conheciam pouco ou nada de HQ e continuaram conhecendo pouco ou nada. Eu, um caboclo sonhador, posso até abrir e mudar a mentalidade de alguns, mas nada posso fazer contra um mercado que só lança quadrinhos ruins, ou quadrinhos bons porém caros e raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de, tenham fé em Deus tenham fé na vida. Até logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Pra quem ainda tem esperança (e grana, e paciência): &lt;i&gt;Powers&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Rising Stars&lt;/i&gt;, Lourenço Mutarelli, &lt;i&gt;Peanuts&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Calvin&lt;/i&gt;, as HQs-reportagens de Joe Sacco, &lt;i&gt;Plastic Man&lt;/i&gt;, a maior parte da Vertigo, Robert Crumb, Manara, Miguelanxo Prado, Neil Gaiman, &lt;i&gt;Concrete&lt;/i&gt;, as sagas boas da Marvel/DC (sim, de vez em quando tem umas boas), Fábio Moon e Gabriel Bá, Katsuhiro Otomo, Jack Kirby, &lt;i&gt;Lobo Solitário&lt;/i&gt;, Carl Barks, Hugo Pratt, Alan Moore, Grant Morrison, Brian Bendis, Stan Lee, Jim Davis, Frank Miller, &lt;i&gt;Bone&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Macanudo&lt;/i&gt;... recomendo todos, inclusive pra mim, que não li alguns dessa lista. Segura na mão de Will Eisner e vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-112215434381818267?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/112215434381818267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/112215434381818267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/07/tudo-que-tem-um-comeo-tem-que-ter-um.html' title='Tudo que tem um começo tem que ter um fim'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111335144864831760</id><published>2005-04-12T17:16:00.000-07:00</published><updated>2005-04-12T17:17:28.650-07:00</updated><title type='text'>Moto envenenada</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/motoqueiro_fantasma/moto.jpg" border="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111335144864831760?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111335144864831760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111335144864831760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/04/moto-envenenada.html' title='Moto envenenada'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111317918693149845</id><published>2005-04-10T17:12:00.000-07:00</published><updated>2005-04-10T17:26:26.933-07:00</updated><title type='text'>Teias de adamantium</title><content type='html'>Eu ia colar aqui, mas tem condições não. O Orkut mais uma vez prova ser o Paraíso das Discussões Inúteis no tópico "Aranha X Wolverine", da Comunidade &lt;i&gt;Universo Marvel&lt;/i&gt; (&lt;a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=81629&amp;tid=6770197" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Algumas considerações sobre ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito engraçado, e ao mesmo tempo, muito fascinante ver pessoas defendendo uma luta entre duas pessoas que não existem. Que não foram criados pela mesma pessoa, e sim por roteiristas de quadrinhos distintos. Cujas histórias foram escritas ao longo de décadas por mais outros roteiristas com visões bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gosto de ver alguns argumentos que, pra quem lê quadrinho de super-herói, realmente têm lá a sua lógica. É mais engraçado ainda ver pessoas usando tais argumentos sempre a favor de seu personagem favorito. No final, todo mundo e ninguém têm a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mais engraçado ainda ver as pessoas esticando por tanto tempo uma discussão tão mobral, ainda mais quando os "argumentos" já vão se repetindo depois do ducentésimo comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mudando de assunto, quem vocês acham que ganha, o Aranha ou Wolverine?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111317918693149845?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111317918693149845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111317918693149845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/04/teias-de-adamantium.html' title='Teias de adamantium'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111274242579979285</id><published>2005-04-05T16:05:00.000-07:00</published><updated>2005-04-05T16:11:00.373-07:00</updated><title type='text'>Os bons e velhos novos... Titãs.</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/panini/classicos_dc_1.jpg" align="right" border="1"&gt;No início era o verbo. Depois os X-Men. E logo depois os Novos Titãs. E assim virei leitor de quadrinhos de super-heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não lembro em detalhes como começou. Eu recebia quase todo mês do meu tio um pacote de revistas em quadrinhos de todos os tipos. Quer dizer, de todos os tipos que se encontra em banca de revista até hoje: Mônica, Disney e super-heróis. Lia todos, sem muito critério. Só que eu lia como um passatempo, sabe como é. A história começa, acaba, você vai lanchar e a revista é encostada num canto, isso se não for pro lixo alguns dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como todo menino que assistiu ao filme do Superman, comecei a prestar mais atenção nos tais super-heróis. Assistia aos &lt;i&gt;Superamigos&lt;/i&gt; e tal. Passava aqueles desenhos engessados da Marvel e tal. Mas até então, tudo ainda era muito fútil. Eu não tinha personagem favorito. Eu criei uma bobagem na minha cabeça de pudim de que o herói mais legal deveria ser o Lanterna Verde* e o Nuclear**, porque os poderes deles permitiam ter o objeto que quisessem. Algo meio Jeannie é um gênio. Tipo, um boneco do He-Man ou um Baton Garoto, puft! Não precisavam pedir dinheiro à mãe para satisfazer qualquer desejo que eles quisessem. Quer dizer, isso era mera desculpa: eu desejava ter o poder deles para alimentar meus mimos de pirraia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(* Para leigos 1: O anel do Lanterna Verde obedece à força de vontade de seu usuário, permitindo que ele crie qualquer objeto, com o tamanho que quiser, criado com uma energia verde. ** Para leigos 2: O Nuclear tem o poder de alterar as propriedades moleculares de qualquer coisa: tipo, poderia transformar o oxigênio do ar de um determinado local em um motel cinco estrelas. Algo bem prático.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, com o tempo, senti que o herói mais legal não era necessariamente o mais poderoso, ou o com poderes mais versáteis. Pra haver uma boa história de heróis, é preciso que estes sejam, acima de tudo, carismáticos. Aprendi a lição com os X-Men e com os Novos Titãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leigo pergunta: "ok, os X-Men é aquele pessoal que tem o Wolverine e que tem desenho e filme e tal. Mas que porra são esses Novos Titãs? Entraram novos músicos no lugar de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Nando Reis, é isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início era o Robin. O primeiro ajudante de super-herói pentelho, cuja categoria ganhou até nome próprio: &lt;i&gt;sidekick&lt;/i&gt;. Depois os editores da DC Comics inventaram de criar mais &lt;i&gt;sidekicks&lt;/i&gt; dos heróis clássicos: a Mulher-Maravilha ganhou uma irmã adotiva, a Moça-Maravilha; o sobrinho de Barry Allen (Flash), se tornou o Kid Flash; o Arqueiro Verde ensinou suas flechadas ao um rapaz de codinome Ricardito; e o mini-Aquaman se chamava Aqualad. Essa gangue resolveu brincar de equipe de super-herói: juntos formavam os &lt;i&gt;Teen Titans&lt;/i&gt;, que no Brasil foram rebatizados como a Turma Titã. Uma idéia aparentemente bem tabacuda que não iria muito longe, até dois senhores chamados Marv Wolfman e George Perez chegarem para alterar os rumos da história, em meados de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Wolfman detestava esse conceito do &lt;i&gt;sidekick&lt;/i&gt; subserviente ao herói adulto e totalmente desprovido de personalidade, ofereceu aos editores da DC uma proposta para remodelar o grupelho. Alguns personagens ficariam, mas com um novo perfil. Outros novos surgiriam. Todos eles teriam em comum um histórico de conflito de gerações entre eles e seus pais e/ou mentores. Seriam, em suma, rebeldes e impetuosos, além de um tanto poderosos. Finalmente uma equipe de adolescentes se comportando como adolescentes de verdade. Eles se tornaram os &lt;i&gt;NEW Teen Titans&lt;/i&gt;, que no Brasil ganhou uma das traduções mais &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt; desde sempre: os Novos Titãs. Era o início de um mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneceram na equipe o líder &lt;b&gt;Robin&lt;/b&gt; (o primeirão, Dick Grayson, já em uma fase de grito de independência em relação a Batman), &lt;b&gt;Moça-Maravilha&lt;/b&gt; (Donna Troy, cujo uniforme vermelho era muito mais foda que o de Diana) e &lt;b&gt;Kid Flash&lt;/b&gt; (Wally West, o mais chato da equipe, na minha opinião, mas tinha lá o seu valor). Ambos tinham habilidades similares aos de seus mentores: inteligência e agilidade; superforça, laço e poder de vôo; e supervelocidade, respectivamente. Os novos membros eram &lt;b&gt;Cyborg&lt;/b&gt;, um ex-atleta que por causa de um acidente recebeu poderosos implantes metálicos em metade de seu corpo; &lt;b&gt;Ravena&lt;/b&gt;, filha de uma humana e um demônio extradimensional, com poderes empáticos (controle sobre as emoções e dores humanas) e de teleporte; &lt;b&gt;Mutano&lt;/b&gt;, um obscuro personagem da Patrulha do Destino, remodelado por Wolfman, era capaz de se transformar em qualquer animal; e a mais &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt; de todas: &lt;b&gt;Estelar&lt;/b&gt;, uma maravilhosa princesa alienígena que voa e dispara rajadas energéticas capazes de derrubar prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deu pra notar que um dos maiores trunfos dos Novos Titãs era a diversidade. Ponto para a esperteza de Wolfman, que não variou só os poderes, mas suas personalidades. Victor Stone, o Cyborg, era um negão furioso com o pai cientista, responsável pela decisão de salvar a vida do filho mas o condenando a ser meio homem meio máquina para sempre. Garfield Logan (Mutano) era o piadista da equipe, mas suas pilhérias tinham outra função: protegiam Gar da dor de relembrar a morte precoce de seus pais. Kid Flash era um sujeito meio esquisito que tinha um certo desprezo pelo status de super-herói; ele se preocupava mais em terminar a faculdade do que salvar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as mulheres não ficavam atrás. Ravena era misteriosíssima: serena, falava pouco e não falava muito de si porque tinha medo de se descontrolar e revelar o grande mal que herdou do pai demônio. Koriander, a princesa alienígena Estelar, foi educada como uma guerreira, mas paradoxalmente tinha um grande potencial para amar as pessoas. E Donna Troy, a Moça-Maravilha, era o ponto de equilíbrio: apesar de também ter recebido lições de guerra das amazonas, era talvez a mais ponderada de todo o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Last but not least&lt;/i&gt;, Robin lutava constantemente entre a racionalidade ensinada por Batman e uma urgência furiosa de mostrar seu próprio valor. E justiça seja feita, Dick Grayson provou definitivamente nos Titãs que Robin, o personagem, era muito superior às gracinhas pejorativas que sofreu por parte dos leitores xiitas ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hyperborea.org/flash/images/titans-nttclassic.png" align="left" border="1"&gt;Marv Wolfman roteirizou os Novos Titãs por 16 anos, um verdadeiro recorde na DC. Nos seus primeiros anos, o grupo foi um sucesso comercial isto pouquíssimas vezes na casa do Super-Homem. Por terem despontado quase na mesma época, viraram a resposta editorial da DC aos X-Men da Marvel. Mas a comparação procedia: além de serem equipes adolescentes, ambas foram roteirizadas por um longo tempo pela mesma pessoa (no caso dos mutantes, Chris Claremont). E por isso, quando as duas editoras produziram seus primeiros &lt;i&gt;crossovers&lt;/i&gt; (personagens de diferentes editoras em uma mesma história), a união X-Men/Novos Titãs foi óbvia. Essa revista, roteirizada por Chris Claremont e desenhada por Walt Simonson, foi um marco da minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos Titãs, as tramas fizeram sucesso junto ao público dos X-Men (meu caso, portanto) por conterem o mesmo nível de ação e conflitos de personagens que Claremont levava a Ciclope &amp; cia. Até mesmo os lances amorosos: se os X-Men tinham o casal Ciclope/Jean Grey, os Titãs tinham Robin/Estelar. Mas os jovens da DC possuíam ainda mais uma imensa vantagem em relação aos rivais: os desenhos espetaculares de George Perez, um dos maiores desenhistas de superequipes de todos os tempos. Quando você ver o enorme cabelo cuidadosamente encaracolado de Estelar ou os mínimos detalhes robóticos dos braços de Cyborg, não esqueça que a culpa é do megadetalhista George Perez. Salve. Foi uma época feliz, que durou mais ou menos uns cinco anos. George Perez saiu, entraram novos membros, Robin virou o Asa Noturna, Kid Flash virou o Flash e a coisa desandou. Mas os primeiros cinco anos foram bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu poderia dizer mais das histórias sem descrevê-las? E se, em vez disso, eu parasse logo de enrolar e sugerir a você comprar o &lt;i&gt;Grandes Clássicos DC - Volume 1 - Os Novos Titãs&lt;/i&gt;, compilação da Panini das primeiras histórias do grupo? Se você chegou até aqui e ainda não se convenceu, sugiro ir à banca, abrir a revista no texto introdutório de autoria do próprio Marv Wolfman e lê-lo, o qual diz porque os Titãs se tornaram tão populares e porque ele gostou tanto de trabalhar com esses personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apenas duas páginas, mas o tal texto vale os vinte paus da revista. Eu prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Se você assiste ao Cartoon Network e sua única referência dos Titãs é aquele desenho RIDÍCULO que passa atualmente, por favor, peço que apague aquilo da sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2: Recentemente a equipe foi reformulada. O atual roteirista, Geoff Johns, está tentando trazer de volta o espírito anos 80 do grupo, e até que está se saindo bem. Não vai conseguir se equiparar aos tempos áureos, mas pelo menos está divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111274242579979285?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111274242579979285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111274242579979285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/04/os-bons-e-velhos-novos-tits.html' title='Os bons e velhos novos... Titãs.'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111231898858827106</id><published>2005-03-31T16:18:00.000-08:00</published><updated>2005-03-31T17:29:48.593-08:00</updated><title type='text'>Ok, ele está moreno, mas ainda é um escroto</title><content type='html'>Bem, eu assisti &lt;i&gt;Constantine&lt;/i&gt;. Saí da sessão fervilhando de opiniões e como ninguém estava por perto pra ouvi-las - e mesmo que estivessem, acho que não teriam saco pra tanto - achei necessário expor aqui pra desafogar meu cérebro de ervilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por bem ou por mal, &lt;i&gt;Constantine&lt;/i&gt; entrou na mesma categoria dos dois &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt; de Tim Burton: ótimos enquanto filmes, péssimos enquanto adaptações de quadrinhos. Esse tipo de produção tem como vantagem o fato de trazer para o cinema um público que nunca leu ou dificilmente vai ler um gibi do personagem. Essa galera tá se lixando se o cara era loiro ou negão; "aquele" Constantine-Keanu Reeves é o Constantine que ele vai conhecer a partir de agora, e foda-se. E se o filme é bom (entenda "bom" como divertido, instigante, blablabla), foda-se duplamente. E se os produtores conseguiram o lucro esperado, foda-se ao cubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grande mérito de um filme assim é a ousadia. Tá certo que o esquema "uma-versão-livre-da-HQ" é mera desculpa de preguiçoso, mas onde está escrito que tem que ser uma versão fiel? Um tanto de liberdade artística não faz mal a ninguém. Eu acho engraçado a milícia nerd se revoltar com coisas como a cor do cabelo - e sim, confesso que caricaturizei propositadamente minha opinião no texto anterior, ora pra tirar onda, ora pra extravasar minha desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comparei &lt;i&gt;Constantine&lt;/i&gt; aos dois primeiros &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt;, não foi? Só que, na minha opinião, se compararmos os virtudes e defeitos dos filmes de Burton, as virtudes pesam um pouquinho mais. No filme do mago, a balança ficou exatamente no meio. Pra cada cena ou sacada fuderosa, havia uma sacanagem na mesma proporção. E assim fiquei, feliz e puto ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Keanu Constantine Reeves é moreno e tem cara de menino (ponto negativo). Mas tem jeito blasé e abusado (positivo - ok, tem a ver com a inexpressividade de Reeves, mas passa). Ele não tem o sobretudo comprido e amassado (negativo) mas tem um terno preto estiloso e que, vá lá, lembra um pouco o sobretudo (positivo). A história troca Londres por Los Angeles (negativo), o roteiro tem um monte de buraco (negativo) e o texto de John não tem um décimo do cinismo inglês da HQ (negativíssimo). Tipo, para cada fala boa ("bem-vindo ao meu mundo", botando fumaça de cigarro no copo com o inseto) tinha uma fala merda ("o diabo acredita em você"). Pelo menos na maior parte do tempo ele fala pouco ou fica calado (positivo, levando em conta as circunstâncias). Chas é um PIRRAIA (negativo!!!) que é SIDEKICK de John (aaaaargh!). Papa Meia-Noite, até onde eu sei, é um feladaputa que nunca ajudaria John sem nada em troca, como aconteceu no filme (negativo). E aquelas "armas mágicas" e o carinha estilo Q de 007 versão freak e as cenas de ação contra os demônios no prédio (negativo, negativo, negativo...). John suicida? (negativo) e com o dom de "see dead people"?? (n-e-g-a-t-i-v-o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem que grande parte dos negativos surgem a partir da comparação com os quadrinhos. Agora falemos do filme pelo filme: a direção se garantiu (positivo), sobretudo na cena do exorcismo (fuderosa!). A atmosfera do filme é hardcore como deveria ser e tem toda a cara da Vertigo, sobretudo das histórias de Jaime Delano (positivíssimo). Rachel Weisz foi uma coadjuvante muito acima da média, mesmo em comparação aos filmes "não-quadrinhos" (positivo). As cenas de John com aqueles lances com água, banheira e o gato têm uma tensão incrível (positivo). Tilda Swinton também se garantiu como Gabriel (positivo), mas Peter Stormare e Gavin Rossdale foram muito aquém (negativo), o que enfraqueceu o lado malvado do elenco. E apesar de ter usado e alterado muitos elementos sortidos do arco &lt;i&gt;Hábitos Perigosos&lt;/i&gt; de Garth Ennis, como o câncer no pulmão e a conversa com Gabriel, o desfecho dessa trama paralela é bem diferente do da HQ e surpresa!, não foi uma solução tão ruim assim! (Os puristas vão discordar, mas opinião é que nem cu e tal). Teve a tiradinha final com as pastilhas (negativo, sem graça) e a cena no fim dos créditos (negativo; desnecessária, idiota).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um fato positivo que chamou tanto a minha atenção que reservei um parágrafo só pra isso. Desde &lt;i&gt;X-Men&lt;/i&gt;, ou seja, desde que a moda HQ-cinema retornou com a porra, há cinco anos. Foi a primeira, primeiríssima vez, que uma adaptação de quadrinhos dessa leva me revelou uma boa descoberta musical na trilha sonora: "Take Five", do Dave Brubeck Quartet, canção que é também a trilha sonora deste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chateou em todo o filme é que muitas das alterações em relação à HQ foram completamente desnecessárias. Custava Keanu Reeves pintar o cabelo de loiro? Até parecido ele ficava. Custava o filme ser em Londres? Ficava mais caro, é isso? Tirava uma ou outra cena cara de efeito especial e pagava a passagem, ficando só com as cenas com água, que são em conta e mais interessantes. Custava John ser um punk metido a mago em vez de ser um sujeito com um dom de ver os espíritos? Enfim, a que custo deixar muitos fãs da HQ chateados e decepcionados, se boa parte dessas mudanças não fariam diferença pro público leigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Quem aí tá pronto pra ver, achar massa e odiar &lt;i&gt;Sin City&lt;/i&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111231898858827106?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111231898858827106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111231898858827106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/03/ok-ele-est-moreno-mas-ainda-um-escroto.html' title='Ok, ele está moreno, mas ainda é um escroto'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111136173851888074</id><published>2005-03-20T15:31:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T15:35:38.526-08:00</updated><title type='text'>Traduções de nomes de personagens</title><content type='html'>Peguei essa conversa do Orkut, no X-MEN BRASIL. É um tema sempre polêmico e que desta vez rendeu umas informações hilárias, e algumas eu mesmo desconhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;========&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qual é a tradução mais TOSCA ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristiano    03/10/2005 06:59&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qual personagem do universo mutante teve seu nome traduzido da pior maneira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Leonardo    03/10/2005 07:07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução do primeiro codinome da Kitty Pryde ("Sprite"), antes dela tornar-se a Lince Negra, ficou no Brasil como "Ninfa". Eu não sei o que "Sprite" significa, mas "Ninfa" parece coisa de filme pornô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí pode me esclarecer o que é "Sprite"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Rafael    03/10/2005 07:17&lt;br /&gt;Poh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sprite é Ninfa mesmo, a tradução está corretissima !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninfa são fadas sedutoras em algumas mitologias, em outras somente fadas !!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custa nada vc pegar um dicionário Português/Inglês antes de reclamar das traduções !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos personagens ficariam estranho mesmo em nosso idioma como por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gambit - Gambito&lt;br /&gt;Daredevil ( Demolidor ) - Audacioso ( lembram do filme "O Retorno do Incrivel Hulk"? )&lt;br /&gt;Hulk - Fúria&lt;br /&gt;Wolverine - Carcaju&lt;br /&gt;Quick Silver ( Mércurio )- Prata Ligeira&lt;br /&gt;Nightcrawler ( Noturno ) - Rastejador da Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos outros... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao Tradutor ter o bom senso na hora de traduzir...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Leonardo    03/10/2005 07:29&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu por esclarecer a dúvida da tradução, Rafael. Mas ainda assim acho meio estranho, mesmo que já soubesse o que quer dizer "Ninfa". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava reclamando à toa, apenas o nome soa estranho aos ouvidos, isso porque a maioria das pessoas (e eu já ouvi outros fãs de X-Men me dizerem a mesma coisa) confunde "Ninfa" com "ninfeta", que não tem nada a ver. É por essas e outras que não gosto muito desse nome, mesmo sendo a tradução correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem nomes que, em português, ficam mesmo muito estranhos, mesmo que a tradução esteja certa, como os exemplos que você citou. Basta lembrar que na Marvel também tem aquele vilão chamado "Homem Absorvente" pra entender do que eu estou falando...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Daniel    03/10/2005 07:54&lt;br /&gt;Rafael&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma correção: quicksilver, em inglês, é o metal mercúrio (aquele que é líquido à temperatura ambiente). Então a tradução é essa mesmo. O Mercúrio tirou o nome do metal e não do deus romano que tinha asas nos pés e era o mensageiro dos deuses (Hermes para os gregos). Como a nossa língua usa o mesmo nome pros dois, daí vem a confusão.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panthro    03/10/2005 08:14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o pior foi Shanna, que náo adaptaram. Se sair um filme dela vai ser engraçado: "E aí, já viu o filme da Shanna?".   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner    03/10/2005 08:38&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que seja estranho, mas Rogue = Vampira, pq naum deixaram rogue mesmo?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryoshi    03/10/2005 12:08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gambit é o nome de uma manobra no xadrez.&lt;br /&gt;Quando você sacrifica uma peça pra ficar em vantagem sobre o oponente.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avalanche    03/10/2005 12:26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogue- Ladrão pé rapado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a propria Lince negra depois de ser batizada pelo Xavier de Ninfa fala que não é pra chamar ela de Ninfeta(no ingles ele pede pra não ser chamada de tabua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a pior tradução foi a do demolidor só pra aproveitar o DD do uniforme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devia ter ficado Diabo Destemido,mas parece que ia ter gente reclamando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"mamãe me compra a histórinha do Diabo destemivel?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael    03/10/2005 17:47&lt;br /&gt;Acrescentando... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogue significa Velhaco ou Maroto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior era na epoca da Ebal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotham City - Riacho Doce&lt;br /&gt;Peter Parker - Pedro Prado&lt;br /&gt;Clark Ketn - Edu Kent&lt;br /&gt;Lois Lane - Mirriam Lane&lt;br /&gt;Mulher Maravilha - Super Mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamem agora, os leitores das antigas que sofriam ao ler isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem vou falar dos nomes em Espanhol dos X-Men...    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Cristiano    03/11/2005 04:17&lt;br /&gt;serio isso cara????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahahahahahHAhaAHhaHAah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem vem, figura, agora vai ter que contar !   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Gus    03/11/2005 04:43&lt;br /&gt;Mariposa, Pícara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Pior em espanhol e que axo é a da Mariposa, ou como conhecemos, Psylocke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vampira é Pícara Sonhadora, ops esse é um nome de novela mexicana do sbostê...&lt;br /&gt;Mas Rouge (Vampira) em espanhol traduziram como Pícara msm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem outros tb:&lt;br /&gt;Rondador Nocturno (Noturno)&lt;br /&gt;Gata Sombra (Lince Negra)&lt;br /&gt;Tormenta (Tempestade)&lt;br /&gt;Lobezno (Wolverine)&lt;br /&gt;Oruga (larval)&lt;br /&gt;Bala de Cañón (Míssil)&lt;br /&gt;Vânia (Escalpo)&lt;br /&gt;Estrella Rota (Shatterstar)&lt;br /&gt;Feroz (Feral)&lt;br /&gt;Pajaro de Muerte (Deathbird - Rapina)&lt;br /&gt;Bestia (Fera)&lt;br /&gt;Reponso (Lamúria)&lt;br /&gt;e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Cristiano     03/11/2005 04:50&lt;br /&gt;lobezno??????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahahaHAHAaHAhAhAhahAHAhAHA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente dá um desconto pq é outra lingua coisa e tal, mas... bah é tri engraçado.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael     03/11/2005 07:49&lt;br /&gt;Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor X-Men são Pratulla-X !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Avalanche    03/11/2005 08:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael a tradução direta de rogue é maroto,mas rogue é usado para falar de ladrões que atacam em beira de estrada e no mato ou que vivem de pequenos furtos (como um batedor de carteiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anonymous       03/11/2005 08:08&lt;br /&gt;Rogue States&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA usam a expressão "Rogue States" pra se referirem a países como Iraque, Líbia, Cuba e Coréia do Norte... O também chamado "Eixo do Mal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Carletti,    03/11/2005 10:13&lt;br /&gt;Hmm... Vânia (Escalpo) foi o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu achava que Wolverine era Guepardo. Eu lembro que a Fox Kids passava uma chamada para o cartoon em espanhol:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cíclope! &lt;br /&gt;Guepardo! &lt;br /&gt;Titânia! &lt;br /&gt;Tormenta! &lt;br /&gt;Béstia!&lt;br /&gt;Gâmbito!&lt;br /&gt;Júbilo!&lt;br /&gt;Jean Grey&lt;br /&gt;y el Profesor Équis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Quien podría imaginar que los mutantes podrían ser tan heroicos?&lt;br /&gt;X-Men: de Lunes a Viernes, en Canal Fox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Rafael    03/11/2005 10:25&lt;br /&gt;Pois é... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior no desenho do Homem-Aranha que o Demolidor era Atrevido e o Justiceiro se chamava Carrasco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os X-Men quando apareceram no desenho do Homem-Aranha tb tinham nomes toscos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior no Super Amigos que o Flash era Relampago, Lanterna Verde era Relampago Verde, Arraia Negra era Gafanhoto ( ??? ) e o Nuclear era Tempestade...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Leonardo    03/12/2005 07:02&lt;br /&gt;É mesmo, eu lembro que no desenho do Aranha, na primeira dublagem que fizeram do episódio com os X-Men, o Wolverine virou Lobão! Mas quando esse episódio passou na Globo, as vozes eram as mesmas, mas já tinham corrigido a dublagem pra Wolverine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também no episódio do Aranha com o Demolidor, o herói cego era chamado de Atrevido, na Fox Kids, mas foi pra Globo com o nome certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camilo    03/18/2005 13:49&lt;br /&gt;Demorei... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falaram que no desenho do Aranha o Logan é Lobão (arght), que o Nuclear se chama Firestorm (o que perdoa o "Tempestade" do desenho), mas falaram que o Fera já foi chamado de a Besta??? Essa doeu...&lt;br /&gt;Mas eu devo dizer que a lembrança do Rafael foi a que mais me deprimiu... eu lembro da Miriam Lane (na Crise, por sinal, o Velho SUper Homem da Terra Paralela ainda chama a coitada assim)...&lt;br /&gt;E Riacho Doce para Gotham City não tem explicação!!!! Ou, por outra, tem: Ironia pura!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristiano     03/15/2005 04:44&lt;br /&gt;nao eh mutante, mas ainda vale&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o speedy virou o ricardito (!!!) no brasil. explicação? nao faço minima ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro    03/19/2005 12:05&lt;br /&gt;juggernaut? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fanático? poderia ser JAMANTA, pelo menos tinha o J em comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111136173851888074?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111136173851888074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111136173851888074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/03/tradues-de-nomes-de-personagens.html' title='Traduções de nomes de personagens'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-111014498531054315</id><published>2005-03-06T12:43:00.000-08:00</published><updated>2005-03-06T13:44:29.920-08:00</updated><title type='text'>Ele não usa pistola em forma de cruz</title><content type='html'>Esse NÃO É John Constantine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.tumbaabierta.com/noticias/img/constantine.jpg" border="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.apenasparapostarimagens.blogger.com.br/john4.jpg" border="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira metade da década de 80, o britânico Alan Moore começava a chamar a atenção da crítica e público quando roteirizava a revista do Monstro do Pântano, um personagem de segunda categoria da DC Comics que, nas mãos de Moore, virou um sucesso de vendas. Surgido como um coadjuvante do Monstro do Pântano, o mago John Constantine (com visual inspirado em Sting) foi aos poucos revelando potencial para uma "carreira solo". Anos depois, ganhou sua própria revista, com o título &lt;i&gt;Hellblazer&lt;/i&gt; e lançada pelo linha de HQs adultas da DC, a Vertigo. O universo e origem de John cresceram ainda mais com os roteiristas que vieram depois, como Jaime Delano e Garth Ennis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Liverpool, John (Constantine, não o Lennon) é descendente de uma família que lida com magia há várias gerações. Entretanto, foi apenas na adolescência que ele descobriu sua "vocação". Na época, John ouvia punk rock - teve uma banda chamada Membrana Mucosa (!) - e se unia a outros junkies para, além do sexo e drogas, tentar umas incursões em magia negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa visita a Newcastle, John e seus amigos foram a uma casa abandonada tentar invocar entidades e coisas do tipo. Encontraram uns cadáveres e uma menina assustada que estava fugindo do demônio que matou aquelas pessoas. Por ser jovem, John era impetuoso e inconseqüente. Quis dar uma de herói e realizou um ritual para entrentar o monstro, que desafiou Constantine dentro do inferno. Pra encurtar a história, deu tudo errado e muita gente morreu de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato teve grande repercussão na vida do futuro mago. Quem não morreu aquela noite, morreu depois ou enlouqueceu, inclusive o próprio John. Passou dois anos no manicômio. Achando pouco, John Constantine não só continuou suas aventuras pelo sobrenatural como deixou pra trás uma coleção de inimigos, tanto na Terra quando no Céu e no inferno. Além do conhecimento sobre magia, suas principais armas são a sua arrogância, um cinismo tipicamente britânico e porralouquice desenfreada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra marca registrada é o seu vício pelo cigarro, que lhe rendeu outra lenda: ao adquirir um câncer terminal no pulmão, ficou à beira da morte e bastante preocupado com o que o diabo iria aprontar com a alma dele. Poucos dias antes de sua morte, John salvou a alma de outro amigo ao trapacear com o tinhoso, que obviamente ficou cego de raiva e louco por vingança. Não vou falar como John se salvou, para não estragar a surpresa de quem um dia ler essa história - que por sinal, será abordada no filme. Só posso dizer que o final é, no mínimo, uma das coisas mais sensacionais que já li em matéria de quadrinhos. E duvido muito que o filme honre o original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saca muito de magia, mas não é nenhum Harry Potter. Na verdade, ele vive afirmando que não tem poderes nem nada do tipo. "Eu não sou sensitivo, sou esperto paca. Só isso" e "Magia é assim: só funciona quando você acredita nela" são alguns de seus bordões. Quem acompanha a vida dele sabe: ele usa muito mais o cérebro pra vencer do que o hocus-pocus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Constantine já deu dedada para o Inferno, mandou o arcanjo Gabriel tomar no cu, escapou de ser estuprado por um padre, rejeitou proposta de se tornar imortal e ainda arranja tempo para sacanear seus próprios amigos, seja de propósito ou sem querer. Constantine é, em suma, um grande filho da puta fadado a viver na roubada. Um dos maiores e mais carismáticos filhos da puta da história da arte seqüencial. E se você ver o filme com Keanu Reeves, de cabelo preto, morando em Los Angeles e usando uma arma maluca em forma de cruz, não se esqueça de que aquele lá não é John Constantine. Se o filme for só um pouco bom, o que eu acho difícil, já é lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre ele aqui: &lt;a href="http://www.hellblazerbrasil.net" target="_blank"&gt;Hellblazer Brasil&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-111014498531054315?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111014498531054315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/111014498531054315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/03/ele-no-usa-pistola-em-forma-de-cruz.html' title='Ele não usa pistola em forma de cruz'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110882325330918332</id><published>2005-02-19T05:59:00.000-08:00</published><updated>2005-02-19T06:33:02.033-08:00</updated><title type='text'>Páginas ocultas dos nossos gibis</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/games/news/livros/guerra_dos_gibis.jpg" align="right" border="1"&gt;Quando ouvi falar desse lançamento, fiquei desconfiado. Sei que é preconceito da minha parte, mas eu sempre vejo com um pé atrás os livros sobre quadrinhos de autores brasileiros, devido ao fato dos tais livros serem meramente uma cópia de uma tese de mestrado com lombada quadrada e capa colorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabendo mais sobre &lt;i&gt;A Guerra dos Gibis – A Formação do Mercado Editorial Brasileiro e a Censura aos Quadrinhos, 1933-64&lt;/i&gt;, vi que este caso não era bem assim. Na verdade, foi esta &lt;a href="http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=2444" target="_blank"&gt;excelente entrevista aqui&lt;/a&gt; que me abriu os olhos. O autor do livro, Gonçalo Júnior, é jornalista com mais de 25 anos de carreira e fez parte do time de bambas do caderno &lt;i&gt;Fim de Semana&lt;/i&gt; da &lt;i&gt;Gazeta Mercantil&lt;/i&gt;, suplemento que na sua fase áurea foi uma das melhores (se não a melhor) publicações de cultura do Brasil, com pautas e textos do nível da &lt;i&gt;Bravo&lt;/i&gt; pra cima. Digo isso não porque consta na entrevista, mas porque eu lia esse caderno toda semana em meados de 2000 e eu gostava muito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daqui, vou falar do livro, mas quero deixar claro que eu ainda não o li. Minha mulher leu, e disse que era excelente. Bem, &lt;i&gt;A Guerra dos Gibis&lt;/i&gt; analisa, com pistas e depoimentos inéditos, a influência de nomes como Adolfo Aizen e Roberto Marinho na popularização dos quadrinhos no Brasil. Fala da relação dos criadores de quadrinhos nacionais com os censores da ditadura. E das dificuldades de fazer gibis para outros tipos de público além do infanto-juvenil, e das teorias conspiratórias de que quadrinhos poluem a mente das crianças com obscenidades, e de quem trabalhava com edição de quadrinhos antes de Aizen, e coisa e tal. Diz Gonçalo que a pesquisa dele pra fazer esse livro durou mais de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pretendo comprar e ler e pá, mas isso vai levar todo um processo - custa em média R$ 52 que eu não sei quando (ou se) gastarei, e ainda assim são 448 páginas pela frente. Portanto, se você ficou interessado e quiser saber mais, não espere por mim. Sugiro clicar no link que eu dei aí e ler a entervista, que é bem longa e detalhada. Ou comprar o livro. Tá dada a dica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110882325330918332?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110882325330918332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110882325330918332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/02/pginas-ocultas-dos-nossos-gibis.html' title='Páginas ocultas dos nossos gibis'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110760342456456451</id><published>2005-02-05T03:36:00.000-08:00</published><updated>2005-02-05T03:37:04.563-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ninguém mais lê este blog? Já posso fechar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110760342456456451?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110760342456456451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110760342456456451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/02/ningum-mais-l-este-blog-j-posso-fechar.html' title=''/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110651639854195856</id><published>2005-01-23T13:37:00.000-08:00</published><updated>2005-01-23T13:39:58.540-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto eu crio coragem pra voltar a escrever de vera aqui, uma enquetezinha simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seu quadrinhista favorito? E por que é o favorito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110651639854195856?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110651639854195856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110651639854195856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/01/enquanto-eu-crio-coragem-pra-voltar.html' title=''/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110578954330554540</id><published>2005-01-15T03:44:00.000-08:00</published><updated>2005-01-15T03:52:29.570-08:00</updated><title type='text'>A tal entrevista</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.apenasparapostarimagens.blogger.com.br/spirit1.jpg" border="1" align="right"&gt;Ela foi bem direcionada para questões ligadas a quadrinhos e jornalismo, pra ter a ver com o meu projeto de conclusão de curso. Mas relendo-a agora, até que ficou uma entrevista interessante e um pouco diferente do que ele costuma responder em entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que esqueci de comentar: na mesma época, maio de 2001, Neil Gaiman veio ao Brasil - São Paulo, no caso. Consegui lançar umas perguntas pra ele em um chat que ele foi o convidado. Uma delas foi esta aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Márcio: Aqui em Recife vamos ter um festival de humor e quadrinhos, inclusive com a presença de Will Eisner. Você não gostaria de aproveitar sua vinda ao Brasil pra passar por aqui? Começa na semana que vem.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21:25:06 - Neil Gaiman fala para Marcio: Um pouco tarde agora! Eu vi Will Eisner em março e nós falamos que iámos estar no Brasil ao mesmo tempo no fim de maio. Eu acho engraçado que estamos em lugares diferentes. Seja bom para Will, ele é o último das lendas que ainda anda pela Terra.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi melhor pra mim do que eu devo ter sido pra ele, Mr. Gaiman. Segue agora a tal entrevista. Sim, ficou bem curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Em suas graphic novels, o sr. conseguiu explorar novas formas de contar histórias reais nos quadrinhos. Qual seria a sua opinião quanto ao potencial das HQs enquanto documentário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Eisner - O que costumo fazer é narrar os fatos de forma realista, como se eu estivesse lá. Por exemplo, se eu vejo um cara desmaiado no chão, eu pergunto: "por que este cara desmaiou? Qual a razão disso?" e explico isso na história. Essa é apenas uma das formas. Outro amigo meu, Joe Sacco (n.e.: criador da HQ &lt;i&gt;Palestina&lt;/i&gt;, ganhadora do prêmio Pulitzer em 2000), relatou fatos sobre Sarajevo de outra forma. Defino o meu estilo como realista, mas não moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Quais são as virtudes e fraquezas dos quadrinhos enquanto mídia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Eisner - O que diferencia os quadrinhos de um filme é que você assiste a um filme como a uma partida de futebol, como se fosse uma forma artificial de vida. Na arte seqüencial, o leitor é participante, há uma troca inteligente e interligada de informações. O ponto fraco da arte seqüencial é não ter sons, mas mesmo assim, este é embutido. Então, peço ao leitor que traga suas próprias experiências da vida real, como os sons, e que jogue isso na realidade a qual estou falando na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Os quadrinhos chegaram à sua maturidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Eisner - Sim, pelo que estou vendo, agora existe um reconhecimento de conteúdo, e isso é realmente a coisa mais importante. Os leitores estão ficando mais velhos, são pessoas que não ficam satisfeitos com histórias de super-heróis. Querem algo sobre a sua realidade. Eu espero por esse momento há 25 anos. E as pessoas que estão trabalhando no meio estão mais sofisticadas, estão reconhecendo e sendo reconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O sr. acompanhou o surgimento e crescimento das tiras de jornais. Poderia explicar a relação dos quadrinhos com a grande imprensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Eisner - Os jornais e quadrinhos são veículos de transmissão em massa, como a TV. No começo dos anos 30, os quadrinhos estavam surgindo e os jornais não precisavam necessariamente de quadrinhos para vender. Hoje, os jornais lutam por espaço contra a Internet. Nisso tudo existe uma relação. Essas voltas acontecem porque estes meios possuem laços com as relações sociais do cotidiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110578954330554540?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110578954330554540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110578954330554540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/01/tal-entrevista.html' title='A tal entrevista'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110493801198226632</id><published>2005-01-05T07:10:00.000-08:00</published><updated>2005-01-06T18:19:36.220-08:00</updated><title type='text'>Will</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.apenasparapostarimagens.blogger.com.br/eisner1.jpg" border="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível fugir do clichê: esse é um daqueles textos que as palavras não vão bastar. Não conseguirão explicar o que se sente ao saber que alguém como Will Eisner não está mais entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu iria começar com uma longa descrição de quem é ele, principais trabalhos, qual é a sua importância nos quadrinhos, etc. Mas acho melhor passar a bola pra quem já fez isso, e muito melhor do que eu faria. Cliquem &lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2005/morreu_will_eisner.cfm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e leiam com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Eisner passou cerca de três dias no Recife, em maio de 2001. A mihna expectativa era imensa e um tanto desconexa. Imensa porque pelo meu conhecimento, eu já sabia que se tratava de uma das maiores (se não "a maior") lendas vivas dos quadrinhos. Desconexa porque não deixava de ser estranho eu ter tanta expectativa por um artista pelo qual eu conhecia apenas um trabalho: a autobiografia &lt;i&gt;No Coração da Tempestade&lt;/i&gt;, que li emprestado. Enfim, até antes da visita dele, Will Eisner era, na minha cabeça, tudo e nada ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, eu realmente não sabia o que esperar dele, o que aumentava a minha expectativa. Some isso ao fato de que eu estava prestes a me formar em Jornalismo e meu projeto de conclusão era uma história em quadrinhos. Pensei em aproveitar a vinda de Eisner à cidade para pegar uma pequena entrevista e usá-la como parte do meu material na defesa do projeto. Ao mesmo tempo, teria a oportunidade de conversar sobre quadrinhos com uma pessoa que é referência absoluta no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro contato foi na tarde de uma segunda-feira. Carol Almeida, que era minha colega de trabalho na época, foi pra entrevista coletiva com ele e implorei à minha chefe pra eu "escapar" do trabalho e ir junto. Estando lá, ele chega bem sorridente, do alto de seus 83 anos na época, e responde tudo na maior simpatia. Dia seguinte, abertura do Festival de Quadrinhos, mesma coisa. Falava com todo mundo, todo mundo mesmo. Lailson não descolava dele um segundo, e com toda razão, pois a última coisa que ele queria era ver um dos maiores mestres das HQs - e amigo pessoal dele - voltar pro seu país ofendido ou queixoso do que quer que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse dia, pouco antes da abertura, que cheguei cedo pra falar com ele. Aproveitei a espera e comprei nos quiosques o livro novo dele na época, &lt;i&gt;O Último Dia no Vietnã&lt;/i&gt;. Aí vi que era pouco. Comprei uma coletânea de Spirit, &lt;i&gt;Um Contrato com Deus&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Edifício&lt;/i&gt;. Ele chegou. Lailson liberou, e por dez minutos consegui, numa boa, a entrevista e autógrafos em todos os álbuns. Depois, na mesma noite, sucumbi à tietagem e tirei a foto que está no início deste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira, o dia onde ele estaria à disposição do público do festival pra responder perguntas, foi tudo normal - Yellow já narrou essa parte no &lt;a href="http://yellowthreat.blogger.com.br/2005_01_01_archive.html#34509010" target="_blank"&gt;blog dele&lt;/a&gt;. Na verdade, talvez tenha sido nesse dia que ele autografou os álbuns, antes do debate. Agora não lembro mais. Sei que foi tudo muito rápido. Foram os três dias em que conheci, conversei, estive lado a lado com uma lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para trás, a sensação de deslumbramento não diminuiu. Pelo contrário. O relato acima parece uma babação de ovo por um cara que poderia ter sido qualquer famoso. Mas conheci outros feras dos quadrinhos em outras edições do festival e cheguei a me decepcionar com eles. Não foi assim - e continua não sendo - com Will Eisner. Acima do mito, vi que era um senhor de extrema alegria, empolgação e dedicação, que respeita as pessoas tanto quanto estas lhes respeitam. Eu já disse e repito: eu queria ter sido neto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é obviamente dedicado a ele, mas também a outro mestre, Lailson, por ter trazido até mim a oportunidade de conhecer Will. Se é que tenho essa intimidade para chamá-lo de Will.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.apenasparapostarimagens.blogger.com.br/contrato.jpg" border="1"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110493801198226632?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110493801198226632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110493801198226632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2005/01/will.html' title='Will'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110315786359885365</id><published>2004-12-15T16:31:00.000-08:00</published><updated>2004-12-15T16:44:23.600-08:00</updated><title type='text'>Conversa de bêbo</title><content type='html'>Sabe aquela lista de quadrinhos que pretendo comprar até o final do ano? Esquece. Quer dizer, eu tenho que esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo quadrinhos, mas está cada vez mais difícil alimentar esse amor. Nos últimos anos eu já diminuí radicalmente a quantidade de investimento em quadrinhos, e o futuro me reserva coisa pior. Não é só o preço alto. Odeio dizer isso, mas acho que ando perdendo o encanto. Ou então estou me forçando a acreditar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense na sensação de passar em uma banca de revistas ou livraria. Ver editoras como a Conrad lançar várias compilações fantásticas de Shelton, Crumb e outros artistas &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt; dos anos 60, ou a Companhia das Letras e o livro &lt;i&gt;Little Lit&lt;/i&gt;, ou a Conrad de novo e o &lt;i&gt;Noites Sem Fim&lt;/i&gt; de Sandman. E sair sem comprar NADA disso e se odiar por não ter a grana necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí bem, a gente pode recorrer a soluções com mais custo/benefício. Mas aí o que acontece? As únicas opções no Brasil com um mínimo de custo/benefício são Mônica, Disney, Marvel/DC e um ou outro mangá. Gêneros dos quais estou um pouco cansado. Ainda gosto pra caralho, mas estou a fim de dar um tempo pra não morgar deles definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando algumas das coisas mais interessantes que li recentemente foram dois livros de bolso - &lt;i&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/i&gt; (George Orwell) e &lt;i&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt; (Aldous Huxley) - então algo está fora da ordem mundial, fora o fato de serem por si só livros espetaculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa salvar a economia brasileira, salvar o meu bolso e renovar o segmento de HQs. Alguém, por favor. Não nos deixem morgar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110315786359885365?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110315786359885365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110315786359885365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/12/conversa-de-bbo.html' title='Conversa de bêbo'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110256027992496380</id><published>2004-12-08T18:11:00.000-08:00</published><updated>2004-12-08T18:49:17.970-08:00</updated><title type='text'>Incredible Four</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.themoviebox.net/movies/2004/IJKLM/Incredibles_The/images/incredibleswall.jpg" width="220" border="1" align="right"&gt;Vamos ao ponto. O próximo blockbuster da Marvel será o filme do Quarteto Fantástico no meio de 2005 (&lt;i&gt;Elektra&lt;/i&gt; sai antes, mas é uma produção bem menor). Porém, se você for um marvete das antigas, nem precisa esperar. &lt;i&gt;Os Incríveis&lt;/i&gt; já é a melhor adaptação/homenagem que alguém poderia render à primeira superequipe criada por Stan Lee e Jack Kirby. Se do lado da DC o hype Superman começou em 2004 (&lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;, morte de Christopher Reeve, a minissérie &lt;i&gt;Birthright&lt;/i&gt;, contratação de Bryan Singer e do ator principal) e ainda vai render até o lançamento do filme, ninguém imaginava que a Marvel teria essa ajuda pelos flancos da Disney/Pixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, faça o seguinte: vá ver &lt;i&gt;Os Incríveis&lt;/i&gt; e leia as primeiras histórias do Quarteto Fantástico, não necessariamente nesta ordem. Depois volte aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já voltou? Não fez nem um nem outro, provavelmente. Oh, well.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, divirta-se com um guia de referências quadrinhísticas de &lt;i&gt;Os Incríveis&lt;/i&gt; criado pelo papai aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O conceito todo: uma equipe de quatro heróis, formada por membros de uma mesma família. Os poderes também são parecidos: invisibilidade/campo de força, superforça, elasticidade (embora distribuídos de forma diferente). E as personalidades também: Mr. Incredible é o paizão a la Sr. Fantástico; Elastigirl é a Sue Richards, a mãe superprotetora; o garoto velocista é impetuoso como Johnny Storm/Tocha Humana, e a menina se sente uma estranha no mundo como o Coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Até o vilão Síndrome, que combate o grupo com tecnologia e megalomania, é bem parecido com o Doutor Destino, vilão do Quarteto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O filme tem referências a outros filmes/HQs Marvel, como &lt;i&gt;Homem-Aranha&lt;/i&gt; (a seqüência do incêndio; os tentáculos do Omnidroid parecem com os de Dr. Octopus) e &lt;i&gt;X-Men&lt;/i&gt; (a sala de controle de Síndrome parece com a sala de Cerebro, o Gelado tem os poderes do Homem de Gelo). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* O filho bebê dos Incríveis deve remeter a Franklin Richards, filho de Reed e Sue no Quarteto. Nos quadrinhos, Franklin é um garoto que apesar da pouca idade, já apresenta poderes impressionantes e de natureza ainda não totalmente identificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.imakinarium.net/comic/ABC%20autores/K/Kirby%20Jack/3x3/1.jpg" width="180" border="1" align="left"&gt;* Os uniformes que se adaptam aos poderes dos Incríveis vêm dos uniformes de moléculas instáveis criados por Reed Richards. As tais moléculas - fictícias - possuem a maravilhosa propriedade de se adaptar a todas as características de quem as usa em forma de roupas. Por exemplo, o uniforme estica junto com os braços do Sr. Fantástico, ou não pega fogo quando o Tocha Humana fica em chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O personagem Olho Laser, encontrado na caverna de Síndorme no filme, tinha um visor idêntico ao de Ciclope, dos X-Men.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O vilão Escavador, que aparece no finalzinho do filme, é bem parecido com o Toupeira, outro vilão do Quarteto Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Outra referência, mas desta vez à DC Comics: a primeira parte do roteiro - super-heróis se aposentando e levando suas vidas entre cidadãos comuns - é uma citação explícita a minissérie em quadrinhos &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;, de Alan Moore e Dave Gibbons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Essa eu vi no IMDB: Elastigirl é um nome de uma personagem da Patrulha do Destino, da DC Comics.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E sim... independente dessas nerdices, o filme é do cacete! Não deixem de ver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110256027992496380?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110256027992496380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110256027992496380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/12/incredible-four.html' title='Incredible Four'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-110036348527488916</id><published>2004-11-13T08:19:00.000-08:00</published><updated>2004-11-13T08:33:53.286-08:00</updated><title type='text'>Tirinhas</title><content type='html'>A quem interessar, aqui vão algumas dicas do que pretendo comprar de quadrinhos daqui pro final do ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os Maiores Clássicos do Demolidor (de Frank Miller) volume 4: comprei todos os três anteriores. No último teve a morte de Elektra. Nesse volume 4 deve ter uma história que eu gosto pra caralho, que Demolidor faz roleta-russa com Mercenário na cama do hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marvel Max 15 e 16: Eu sempre comprei a revista por causa de &lt;i&gt;Alias&lt;/i&gt; e continuo comprando. Mas admito que o arco que se encerrou na edição 14 deixou a desejar. Em compensação, &lt;i&gt;Poder Supremo&lt;/i&gt; está cada vez mais impressionante. No começo eu achava a trama uma chupada de &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt; e não deixa de ser, mas estou vendo melhor os méritos de J. Michael Straczynski agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obras Completas de Carl Barks - Tio Patinhas - volumes 3 e 4: Muito, muito bom. A coleção anterior com Donald já tinha sido ótima, mas não tem como comparar o potencial de Barks no Tio Patinhas. Desenhos ótimos, tramas muito inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sin City: A Cidade do Pecado - saiba mais detalhes &lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/n03112004_03.cfm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu volto com meus textões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-110036348527488916?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110036348527488916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/110036348527488916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/11/tirinhas.html' title='Tirinhas'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109855298415189451</id><published>2004-10-23T10:34:00.000-07:00</published><updated>2004-10-23T11:03:03.093-07:00</updated><title type='text'>A queda do Império Britânico</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/alan_moore/3.jpg" align="right" border="1" alt="Fonte: Omelete"&gt;Frank Miller, Neil Gaiman e Alan Moore. Três caras que se tornaram lendas dos quadrinhos, mas que deixaram um estrago que anda meio difícil de reparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Miller virou estrela em 1981, quando tornou-se responsável pelo roteiro e desenhos da revista do Demolidor, na Marvel Comics. Discípulo de Will Eisner (lenda viva dos quadrinhos, criador do Spirit, do conceito de &lt;i&gt;graphic novel&lt;/i&gt;, blablabla), Miller trouxe diversas inovações estéticas e de narrativa que marcaram profundamente as HQs de ação nos últimos 25 anos. Outros trabalhos do quadrinhista norte-americano: &lt;i&gt;Ronin&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Elektra Assassina&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Sin City&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;300 de Esparta&lt;/i&gt; e a minissérie &lt;i&gt;Batman - Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;, de 1985, considerada sua obra maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O britânico Neil Gaiman iniciou sua ascensão em 1987 com a minissérie &lt;i&gt;Orquídea Negra&lt;/i&gt; da DC Comics. Seu próximo trabalho foi também o mais famoso: &lt;i&gt;Sandman&lt;/i&gt;, no qual criou o universo onírico de Lorde Morpheus. Gaiman roteirizou a premiada série por nove anos. Outros trabalhos de destaque foram &lt;i&gt;Livros da Magia&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Morte - O Grande Momento da Vida&lt;/i&gt;. Seu trabalho mais recente foi a minissérie &lt;i&gt;1602&lt;/i&gt;, seu primeiro para a Marvel (falo sobre ele mais embaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Moore, também britânico, é o autor de &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;, minissérie da DC Comics lançada em 1987 que talvez seja a única rival direta de &lt;i&gt;Batman - Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; no quesito "clássico revolucionário". Ambas desconstróem o universo dos super-heróis no âmbito da geopolítica armamentista pós-Guerra Fria. Ele também escreveu &lt;i&gt;Batman - A Piada Mortal&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;V de Vingança&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Do Inferno&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Liga Extraordinária&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo fã de quadrinhos sabe o quanto esses senhores foram importantes. Mas o que pouca gente discute são os vícios que a indústria de quadrinhos adquiriu por causa deles. Digo mais: poucos são os que ousam questionar a suposta "genialidade" desse trio - mais especificamente, a queda de qualidade de seus mais recentes trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/1602_01_panini.jpg" align="left" border="1" alt="Fonte: Universo HQ"&gt;Sempre me perguntava se Neil Gaiman era capaz de escrever quadrinhos de ação, em vez de ficar somente naquela mesma ladainha onírica de &lt;i&gt;Sandman&lt;/i&gt; (ressaltando que eu GOSTO de &lt;i&gt;Sandman&lt;/i&gt; e o termo "ladainha onírica" foi só pra ser implicante). Ou seja, temia muito que ele fosse um escravo de seu próprio estilo. Para minha surpresa, ele desmentiu esse meu preconceito na minissérie &lt;i&gt;1602&lt;/i&gt;, lançada recentemente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito da minissérie é ambientar alguns dos principais heróis e vilões Marvel na Inglaterra de 1602, em meio às intrigas que pretendiam derrubar a rainha Elizabeth. O fato é que a narrativa é um tanto diferente de tudo que se entende por Neil Gaiman. Ele coloca uns diálogos rebuscados aqui e ali, mas a trama é bastante direta e tem MUITA ação, principalmente na parte três. A reinterpretação dele dos heróis é bem simplória, restringindo-se a "europeizar" seus nomes (Carlos Javier, Peter Parquagh) e trajes, com poucas exceções legais, como Demolidor e Magneto. O pior da série, no entanto, é o final mal resolvido (não dá pra detalhar sem entregar o jogo) e deveras broxante, comparado-se à instigação com que a história foi conduzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso de &lt;i&gt;1602&lt;/i&gt; não é único. Há três anos, Frank Miller resolveu assumir a maior burrada da sua carreira: a continuação de &lt;i&gt;Batman - Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;. Na época, &lt;i&gt;DK2&lt;/i&gt; dividiu crítica e público pelo fato de ter destoado radicalmente da sua predecessora. Em vez das sacadas políticas, cenas de ação impressionantes e ótimo visual, a continuação deu vez a desenhos pobres, situações nonsense e uma péssima colorização &lt;i&gt;a la&lt;/i&gt; Photoshop. Os defensores ferrenhos de Miller alegavam que tudo era proposital, com a finalidade de criar algo conceitualmente novo, rejeitando tudo que deu certo na série de 1985 e, assim, não resultar numa história previsível na comparação. Poupem-me. Esse argumento seria aceitável se, e somente se, o resultado final ainda assim fosse bom. E todas as "inovações" de &lt;i&gt;DK2&lt;/i&gt; resultaram em lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem &lt;i&gt;DK2&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;1602&lt;/i&gt; em comum? É simples, comissário, essa fita mostra tudo. Ambas foram produzidas para seus criadores ganharem &lt;b&gt;dinheiro&lt;/b&gt;! Eu não queria dizer, mas a verdade é essa: Gaiman e Miller são duas putas pagas. No caso de Gaiman, pelo menos ele teve uma causa nobre: arrecadar fundos para o processo contra Todd McFarlane para recuperar os direitos sobre as histórias do personagem Miracleman. Aliás, alguns anos antes, McFarlane já tinha sido responsável por expor as fraquezas artístico-comerciais de Moore, Miller e Gaiman, quando os convidou para escrever histórias de &lt;i&gt;Spawn&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Violador&lt;/i&gt;, na Image Comics. O resultado foi tão vergonhoso que dispensa maiores comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem acontecendo nos quadrinhos anglo-saxões é semelhante ao momento atual do rock n' roll. Todos querem descobrir ou se autoproclamar os "novos Beatles", "novo Pink Floyd" ou "novo Nirvana", mesmo que as tais bandas já tenham acabado há anos ou décadas. Há uma necessidade agoniante e agonizante de encontrar um novo ícone para as novas gerações. Nas HQs, já são comparados a Frank Miller todo roteirista emergente com algum talento (Brian Michael Bendis e Brian Azzarello, por exemplo), ou às vezes nem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é muito arriscado nas duas vias. No lado da tal Santíssima Trindade, enquanto eles continuarem na ativa, serão eternamente comparados às suas obras de auge criativo. Alan Moore nunca mais vai fazer um &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;, nem Frank Miller vai sequer esboçar algo no nível de &lt;i&gt;Cavaleiro nas Trevas&lt;/i&gt; (a mal-fadada continuação provou na prática). E seus fãs precisam ter isso na cabeça daqui por diante. Eles não são deuses; são seres humanos falíveis, que podem sim escrever histórias fracas ou trabalhar apenas para garantir o aluguel da casa. Além disso, eles não precisam nem devem se tornar cópias de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miller, por exemplo, ainda consegue trabalhar bem em &lt;i&gt;Sin City&lt;/i&gt;, apesar de recauchutar muitos de seus clichês aqui e ali. Moore se deu de bem ao deixar as tramas ultracomplexas-literárias-pretensiosas um pouco de lado e investir na simplicidade aventureira da &lt;i&gt;Liga Extraordinária&lt;/i&gt;. Embora a pretensão ainda exista de forma dissimulada (nas referências aos livros e fatos históricos, por exemplo), a Liga é em suma um gibi divertido, apenas. &lt;i&gt;Tom Strong&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Top 10&lt;/i&gt;, do mesmo Alan Moore, também seguem essa linha mais pop, embora pessoalmente eu não goste desses dois. Em todo caso, a iniciativa de Moore se autoreinventar - sem subestimar seu púbico, vale lembrar - é bastante louvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo outro lado, público, crítica e artistas precisam, cada vez mais, olhar para o futuro. O trio em questão pode em breve se aposentar - Alan Moore já tocou no assunto há pouco tempo. E mesmo que não, eles não vão viver para sempre. E ficar procurando o novo Frank Miller ou afirmar que ninguém fará algo tão genial quanto &lt;i&gt;Sandman&lt;/i&gt; não ajuda muita coisa. Tampouco criar clones, continuações ou homenagens às obras-primas. Por mais legal que seja &lt;i&gt;Poder Supremo&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;100 Balas&lt;/i&gt;, essas revistas não conseguem negar suas raízes (&lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Demolidor&lt;/i&gt; de Frank Miller, respectivamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu afirmei a um amigo meu que o Kraftwerk é considerada a maior banda de música eletrônica de todos os tempos, ele prontamente respondeu: "não gosto desse tipo de rótulo. Quem fala isso parece subestimar a capacidade do ser humano de se superar criativamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109855298415189451?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109855298415189451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109855298415189451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/10/queda-do-imprio-britnico.html' title='A queda do Império Britânico'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109751270216567052</id><published>2004-10-11T09:36:00.000-07:00</published><updated>2004-10-11T10:13:40.466-07:00</updated><title type='text'>Nós podemos ser heróis, só por um dia</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.sciencefiction.com/portal/images/movie-images/superman.jpg" width="200" align="right" border="1"&gt;Vejam a nossa rotina. Na infância recebemos ordens dos nossos pais; na escola, os professores e o diretor nos dizem a que horas devemos ou não ir ao banheiro. Os meninos mais fortes faziam nossos recreios se tornarem pesadelos. Na adolescência e fase adulta, sofremos a opressão da polícia, dos nossos patrões, da nossa família - além dos pais, tem a tirania dos filhos e do(a) marido/esposa - e do sistema inteiro. Nada mais lógico que cada um tenha um lado selvagem reprimido que raramente ou nunca consiga descarregá-lo. E se eu vejo alguém com a coragem e/ou loucura suficiente para cometer atos contra o sistema, logo adquiro uma identificação imediata com o dito cujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos tempos de terroristas e guerra de traficantes matando inocentes sem a menor culpa. A revolta e a impunidade causa a descrença nas leis. A justiça só vai surgir se acontecer pelas próprias mãos. Os fins justificam os meios. E por isso os chamados anti-heróis estão na crista da onda. Batman, Wolverine, Justiceiro, Lobo: personagens rebeldes e seguidores de seu próprio código de conduta que não hesitam em passar por cima do sistema para fazerem o que acham certo. A popularidade deles aumenta ainda mais no público jovem, contestador por natureza, portanto os editores sempre dão um jeitinho de produzir situações onde eles confrontam o sistema. Exemplo clássico: a luta final Batman x Super-Homem em &lt;i&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ninguém parece entender é que não existe trevas sem a luz como contraponto. E vice-versa. Para cada Batman, precisa haver um Super-Homem. Para cada Wolverine, precisa haver um Ciclope. Para cada Justiceiro, um Demolidor. Isso é tão óbvio que me assusta o fato de todo mundo ignorar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as pessoas insistem em ver o Super-Homem como um escoteiro retardado e marionete do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; enquanto acham bonito ver Batman espancar criminosos? Ora, pelo mesmo motivo que faz muita gente torcer pelo vilão. Porque no seu íntimo, todos querem ser o contestador. A ordem é chata e oprime. Causar o caos é que é divertido e &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;. Ter poder demais nas mãos também é chato; torna tudo fácil demais. É preferível ter poder suficiente para haver aquela instabilidade que não lhe permita entrar no desafio já sabendo que vai ganhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www1.uol.com.br/diversao/album/images/reeve_f_021.jpg?ts=1097512247203" width="200" align="left" border="1"&gt;Eu também adoro os anti-hérois e vilões, por todos os motivos já citados acima. A questão que eu trago aqui é justamente o oposto do que todo leitor de quadrinhos traz. Não quero obrigar ninguém a escolher entre Batman e Super-Homem. Eu só gostaria que percebessem que cada personagem tem suas qualidades e defeitos que o torna tão carismático. Não é nem um pouco justo deixar nossos sentimentos reprimidos tomarem conta totalmente e ficarmos cegos para o que representam os heróis de verdade. Aqueles que estão "fora de moda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria da equipe de alunos se não tivessem o cara certinho que faz todo o trabalho pelos outros? O que seria do maratonista se aquele grego bonachão não estivesse ali para socorrê-lo do irlandês pirado? O que seria da classe afro-americana se apenas houvessem os Panteras Negras e Martin Luther King sequer tivesse nascido? O que seria do mundo só com Hitler e Bush, mas sem Gandhi e Madre Tereza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, meus caros, é que ninguém quer ser o herói certinho porque raros são os que tem a firmeza de caráter para tal. Um herói existe por uns mil, lutando pelos direitos dele e dos demais 999. Fulano nunca vai querer estar na dianteira de um problema porque sabe que vai ter alguém lá por ele. E é bem mais cômodo contestar o sistema do que questionar civilizadamente qual a razão lógica desta contestação ou se a violência é mesmo a única saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser realmente divertido ver Wolverine desafiar as ordens de Ciclope, foram a liderança e as estratégias de Ciclope que já salvaram os X-Men tantas vezes. Em todas as vezes que Batman foi relevante na Liga da Justiça, foi quando usou o cérebro em vez dos punhos. E fora o fato dele esquartejar pessoas de formas criativas, me digam qual é a graça de ler uma HQ de Lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contestar o sistema é algo que considero fundamental, até para os heróis não terem uma percepção limitada dos problemas que enfrentam. Eu só não agüento mais essa estupidez simplista dos roteiristas de transformar heróis em capachos e anti-heróis em fodões. Acho que se eu fosse escolher, eu prefiriria um Super-Homem com sua visão humanista à atitude niilista do Batman pós-Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que eu olhe para os céus e não veja nada além de pássaros e aviões jogados em torres. Gostaria muito que o Super-Homem viesse nos salvar de vez em quando. Não um energúmeno com fetiche por mísseis nuclares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é dedicado a Christopher Reeve (1952-2004), um verdadeiro herói em todos os sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109751270216567052?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109751270216567052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109751270216567052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/10/ns-podemos-ser-heris-s-por-um-dia.html' title='Nós podemos ser heróis, só por um dia'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109651311263511939</id><published>2004-09-29T19:57:00.000-07:00</published><updated>2004-09-29T20:01:44.176-07:00</updated><title type='text'>....I've made this whole world shine for yoooou...</title><content type='html'>No capítulo anterior, nosso herói (eu) estava explicando que &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; é muito legal porque respeita a fonte original - a origem do Super-homem nos quadrinhos - ao mesmo tempo em que cria elementos totalmente novos. Tudo embalado de uma forma que agrada a fãs e leigos, sem ofender a inteligência e bom gosto de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, a série vem conseguindo criar um foco paralelo de resistência a dois dos maiores males dos quadrinhos norte-americanos: o desgaste e a cronologia. Ambos são doenças fatais para personagens que já passaram dos 30 anos; que dirá o Super, nos seus mais de 60. E aí? Como trazer idéias novas para o universo do personagem, e durante este processo, não ignorar o que outros roteiristas já definiram e consolidaram nas últimas seis décadas? E mais ainda: como conduzir esta tarefa ao mesmo tempo em que mantém os fãs antigos e tenta atrair novos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver o que &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; tem feito quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio-piloto traz como ponto de partida o momento em que o bebê de Krypton, Kal-El, chega à Terra em uma pequena nave. Quem assistiu o primeiro filme do Homem de Aço talvez lembre do casal de fazendeiros, Jonathan e Martha Kent, que estavam por perto quando a nave aterrizou em Smallville. Encontram o pirralho, o levam dali e o adotam, dão-lhe o nome de Clark, blablabla. Enfim, essa seqüência ocorreu na série também. Mas o grande diferencial é que, na série, a vinda de Kal-El não afetou só a vida dos Kent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das pessoas que terão algum papel na adolescência de Clark foram diretamente atingidas pelo acontecimento. Na verdade, a primeira sacada inteligente da série foi envolver a vinda da nave em uma chuva de meteoros, um fato novo no Superuniverso. O que isso provocou? O jovem Lex Luthor sofreu um trauma físico em um dos impactos das rochas: perdeu os cabelos e desde então ostenta a famosa carequinha. Já Lana Lang, o primeiro amor da vida de Clark, perdeu os pais porque um meteoro atingiu em cheio a casa onde eles estavam; o fato terá grande importância na formação da personalidade da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meteoros puderam disfarçar melhor uma falha dos criadores do Super: ajudaram a ocultar a nave, que se tornou mais um entre muitos corpos estranhos vindos do espaço - e assim o governo não percebeu de cara que o acidente trouxe algo mais além de rochas verdes. E por fim, mas não menos importante: os tais meteoros nada mais eram do que fragmentos do solo de Krypton, que ao atravessarem o espaço até a Terra, adquiriram capacidades radioativas inéditas. Sim, estamos falando da famosa kryptonita, que além de desempenhar o seu clássico papel - ser a fraqueza-mor de Clark - ela trouxe à Terra uma radiação que gerou poderes em diversas pessoas da cidade. Com o tempo, estas se tornarão vilões dos episódios de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;, enfrentando Clark quase de igual pra igual. Outra inovação além-quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira temporada já foi um grande sucesso. Os enredos eram bastante simplificados, fechados basicamente em Clark enfrentando algum habitante da cidade que adquiriu superpoder por causa dos meteoros. Em paralelo, vemos o surgimento dos superpoderes um a um - como a supervelocidade e visão de raio X - e o desenvolvimento da relação de Clark com Lana e Chloe - um triângulo amoroso, obviamente -, Pete Ross e Lex Luthor. Os novos atores caíram nas graças do público; Tom Welling possui traços físicos que lembram um Christopher Reeve de 18 anos, além do ar de timidez tão em moda hoje em dia no gosto feminino. A atuação de Michael Rosembaum faz com que fiquemos indecisos se confiamos ou não no futuro arquiinimigo do Azulão. Já Kristin Kreuk (Lana) e Allison Mack (Chloe) são muito lindas e, se não são lá uma Lauren Bacall, também estão longe de serem canastronas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso tudo, alguns membros da produção também são velhos conhecidos dos nerds: além do produtor David Nutter, temos Mat Beck nos efeitos especiais e Mark Snow na trilha sonora. Os três faziam parte da equipe de &lt;i&gt;Arquivo X&lt;/i&gt; (dito isso, é justificável o clima &lt;i&gt;dark&lt;/i&gt; de alguns episódios de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animados com o sucesso, os produtores e criadores da série, Alfred Gough e Miles Millar, puderam experimentar um pouco mais no segundo ano. Resolveram atender aos inúmeros pedidos dos leitores das HQs e os episódios se tornaram cada vez mais amarrados. As tramas começavam a dar sucessivas pistas do passado de Clark, como uma caverna cheia de inscrições e sinais misteriosos cravados em suas paredes. Destaque ainda para a emocionante aparição de Christopher Reeve como um astrólogo que explica a Clark a tradução destes códigos, dizendo a ele o nome de seu planeta natal (Krypton) e seu nome de batismo (Kal-El).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o sucesso está nos detalhes, e com &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; tem sido assim. Dois exemplos são os episódios "Red" e "Heat". O primeiro introduz a kryptonita vermelha, outro elemento da mitologia do herói. Pelo que eu lembro das HQs e do desenho &lt;i&gt;Superamigos&lt;/i&gt;, ela tinha a capacidade de descontrolar e/ou distorcer os poderes do Super. Mas na série, ela o afeta &lt;i&gt;psicologicamente&lt;/i&gt;, liberando todos os seus desejos reprimidos. Ou seja, com a pedra rubra, Clark vira um &lt;i&gt;bad boy&lt;/i&gt; alucinado, louco para exibir seus poderes e agarrar garotas (!!). Já em "Heat", Clark descobre mais um superpoder - a visão de calor - durante uma aula de ciências, comendo com os olhos a professora boazuda! Uma metáfora da ejaculação, tal qual as teias de Peter Parker no filme do Homem-Aranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta temporada, também é importante destacar o crescimento de Lionel Luthor - pai de Lex - como o vilão oficial da série, enquanto seu filho ainda está "bonzinho". Como &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; tem ecos de &lt;i&gt;Arquivo X&lt;/i&gt;, Lionel assume o papel do Canceroso: manipulador ao extremo, está sempre um passo à frente dos demais personagens e não hesita em preparar seu filho para ser tão ou mais inescrupuloso quanto ele. Além do mais, tanto o empresário quanto o carequinha estão atuando nos bastidores para descobrir a verdade sobre Clark Kent. Lex também conhece a médica Helen Bryce e com ela inicia um namoro que dá altamente errado (paro por aqui pra não estragar surpresas). Enfim, a relação de Lex Luthor com o pai e Helen são mais uma grande passo adiante, explorando um território que os quadrinhos quase não usaram - à exceção de uma &lt;i&gt;graphic novel&lt;/i&gt; sobre Lex que recontou a origem do vilão, em meados dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muito a falar da terceira e quarta temporadas. A terceira começou a passar recentemente no SBT (eu sou pobre e não tenho Warner Channel em casa) e do pouco que vi, é praticamente uma continuação do estilo da segunda. Ou seja, mais pistas da origem de Clark vindo por aí. Já a quarta tem ocupado meus temores mais íntimos. Lembram o que eu disse no outro texto? Há de ter respeito à fonte (os quadrinhos), mas sem perder a noção jamais. Mas parece que eles estão dispostos a perder essa noção, pois as últimas notícias têm informado que a jovem Lois Lane vai se tornar a nova coadjuvante da série. Ora, qualquer fã sabe que Lois só surge na vida do Super quando este já é um adulto morando em Metropolis. Se ainda existe Lana na série para ser a primeira namorada de Clark, é um absurdo antecipar tanto a entrada de Lois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só isso! Os caras vão trazer o &lt;a href="http://www.omelete.com.br/tv/news/base_para_news.asp?artigo=9831" target="_blank"&gt;jovem Flash&lt;/a&gt; para travar uma corrida com Clark. Tá, beleza. Outra boa notícia é que &lt;a href="http://www.omelete.com.br/tv/news/base_para_news.asp?artigo=10153" target="_blank"&gt;Margot Kidder&lt;/a&gt;, a Lois da cinessérie original, também fará participações especiais como a secretária do Dr. Swann (Christopher Reeve). Mas o mais esdrúxulo é que &lt;b&gt;Mxyzptlk&lt;/b&gt;, o vilão mais escrachado do Super - aquele que vivia chamando ele de "Superbobo" nos &lt;i&gt;Superamigos&lt;/i&gt;, também vai dar as caras! Pra terminar com uma boa notícia, parece que Clark finalmente vai adquirir o poder de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Super-Homem já foi Superboy, de uniforme e tudo, salvando Smallville com um supercachorro chamado Krypto. Depois os editores desistiram dessa versão tão demodé e optaram por lhe dar uma adolescência igual à que vimos em Smallville, no qual os poderes foram surgindo aos poucos, como na mudança de metabolismo de qualquer jovem. Lex já foi um cientista que era amigo do Superboy, e que tornou-se vilão após um acidente em seu laboratório que o fez perder os cabelos. A versão atual de Lex Luthor é a de um empresário que vê no Super a maior barreira entre ele e a extensão de seu poderio econômico e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais legal de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; é conseguir condensar todo esse balaio de gato das HQs de forma coesa e atrativa para todo mundo: desde a menina que sequer sabe a diferença entre Krypton e Gotham até o &lt;i&gt;fanboy&lt;/i&gt; que decora o número de vezes em que Clark Kent trocou de roupa na cabine telefônica. A série tem lá seus vacilos, como algumas coisas meio inverossíveis nos roteiros - é um absurdo o número de vezes em que Clark usa seus poderes ao ar livre sem que ninguém note, por exemplo. Mas no geral, &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; é mais um bom sinal de que é possível combinar inteligência e entretenimento sem precisar exatamente de uma cueca vermelha por cima da calça e um bordão desgastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No SBT, domingos, às 14h30.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109651311263511939?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109651311263511939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109651311263511939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/09/ive-made-this-whole-world-shine-for.html' title='....I&apos;ve made this whole world shine for yoooou...'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109569510516903468</id><published>2004-09-20T08:42:00.000-07:00</published><updated>2004-09-20T09:03:42.116-07:00</updated><title type='text'>Somebody saaaaaaave meeeee....</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.wb19tv.com/Images/FanFaves/Smallville-pic.gif" border="1" align="right" width="270"&gt;&lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; está fazendo uma pequena revolução no ramo do entretenimento e dos super-heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo, seriado de TV não é quadrinho. Mas este aqui é baseado em quadrinho. E eu pretendo falar aqui sobre &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; como ponto de partida de uma discussão maior, sobre dois fenômenos comuns nos quadrinhos de heróis: o desgaste e a cronologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, aqui vai um resuminho de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt;: &lt;a href="http://www.omelete.com.br/tv/news/base_para_news.asp?artigo=2383" target="_blank"&gt;esta série da TV a cabo da Warner Channel, sucesso de público e de crítica nos Estados Unidos, mostra a adolescência de Clark Kent, vulgo Super-Homem. Nela, o futuro Homem de Aço começa a passar por transformações físicas e descobrir seus poderes sobre-humanos, enquanto enfrenta as mesmas inquietações e conflitos vividos por outros jovens de sua idade&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série é uma adaptação livre da origem do Super. O episódio-piloto mostra a nave que traz o bebê de outro planeta aterrissando na cidade de Smallville, onde moram os fazendeiros Jonathan e Martha Kent. Eles decidem assumir o risco de adotar o menino, ocultando de todos o fato dele ser extraterrestre. Já na adolescência, ele descobre que possui uma força além do comum, que o ajuda a salvar a vida de Lex Luthor (seu futuro inimigo na fase adulta) em um acidente de carro. O rapaz, filho do empresário corrupto e manipulador Lionel Luthor (de terno, na foto), nesta fase de sua vida ainda apresenta uma personalidade "do bem". Lex se torna amigo de Clark a partir do fato. O restante do elenco principal é composto pelos adolescentes Pete Ross, a aspirante a jornalista Chloe Sullivan (a galega) e Lana Lang (a morena). Essa última é a paixonite de Clark, que teme falar a verdade a ela sobre sua origem por conta dos riscos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa foi concebido pelos produtores Alfred Gough e Miles Millar para ser uma espécie de &lt;i&gt;Dawson's Creek&lt;/i&gt; com superpoderes. &lt;a href="http://seriesonline.terra.com.br/smallville/index.html" target="_blank"&gt;"O coração da série é fazer Clark ser vulnerável", explica Millar, que diz que teve a aprovação da DC Comics para tomar toda a liberdade com a história. "Nós não queríamos fazer um Superboy, então por isso é que nós tiramos o paletó, a capa e o fato dele poder voar. Nós queríamos ver ele como uma pessoa real. É algo chato ser o Superman"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao segundo parágrafo: por que essa série se tornou tão relevante a ponto de ser referência nos quesitos "desgaste" e "cronologia"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Super-Homem foi o marco inicial e sempre será o parâmetro-mor dos quadrinhos de super-heróis. O personagem existe há mais de 60 anos e ainda é um fenômeno de popularidade, um ícone máximo da cultura pop. Entretanto, esse mesmo sucesso sempre se volta contra ele. Não é nada fácil elaborar conceitos e detalhes novos para um personagem que já passou por tanta coisa. E ainda por cima trazer boa qualidade às histórias - sem desvirtuar demais o universo do herói - e manter a imensa base de fãs que ele possui. O maior exemplo do desgaste que ele vem sofrendo nos últimos anos foi o arco da sua morte e ressurreição, em meados de 1993. Quer mais apelação pra vender revista do que matar e ressuscitar o fulano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a cronologia: havia um tempo em que cada história e cada tira tinha um começo, meio e fim. Aí Alex Raymond começou a fazer do seu &lt;i&gt;Flash Gordon&lt;/i&gt; uma tira seriada, como uma novela dividida em capítulos. Aì viram que era algo divertido de se fazer e aplicaram aos super-heróis. Nada dessa história de acabar ali mesmo: vamos estender a trama para os fãs acompanharem. Rende mais lucros pra nóis, editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defenda o uso de cronologia porque ajuda a construir um universo sólido para o personagem e também rende histórias mais interessantes por terem maior grau de complexidade. E há quem ataque justamente essa complexidade cronológica. Oras, quem garante que o leitor vai querer acompanhar a revista pelo resto da vida? Ele tem dinheiro num dia, mas pode perder a mesada ou o emprego, aí meses depois compra um gibi e fica sem entender nada. Sem falar nos constantes erros e contradições de cronologia, que ocorrem quando a revista é escrita não pelo criador do personagem, mas por equipes rotativas que não tem como saber de tudo que já aconteceu na vida do personagem. Aliás, até tem. Mas são preguiçosos demais para pesquisar. Essas são veeeeeelhas histórias para quem já acompanhou uma HQ de super-herói durante um período de sua vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua longevidade, o Super-Homem já passou pela mão de um monte de roteirista, cada um com uma visão diferente. Portanto, apesar de terem mantido muita coisa dos criadores Jerry Siegel e Joe Shuster, várias informações e características do herói já foram alteradas em maior ou menor grau. Inclusive a sua origem. Nos anos 80, a série &lt;i&gt;Crise nas Infinitas Terras&lt;/i&gt; reformulou um monte de herói, inclusive o Azulão. Aí recentemente, a DC Comics já inventou de fazer uma nova origem com outras informações... enfim, tudo em nome do marketing, como falei há uns dois posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal "pequena revolução" de &lt;i&gt;Smallville&lt;/i&gt; tem a ver com tudo isso. Quando ninguém mais achava que o Super renderia algo que prestasse, os produtores Alfred Gough e Miles Millar vieram com essa sacada. Era um grande risco, visto o fiasco da série anterior do Super, a funesta &lt;i&gt;Lois e Clark&lt;/i&gt;. Mas a série surpreendeu fãs e não-fãs com um pensamento importantíssimo na cabeça: há de ter respeito à fonte (os quadrinhos), mas sem perder a noção jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eles conseguiram isso? O próprio Millar respondeu em parte essa questão, ao dizer que queria fazer de Clark uma pessoa vulnerável e que pôde alterar a história em função do desenvolvimento da série. Mas tem mais sobre esse assunto no próximo capítulo. Olha aí eu apelando pra cronologia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109569510516903468?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109569510516903468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109569510516903468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/09/somebody-saaaaaaave-meeeee.html' title='Somebody saaaaaaave meeeee....'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109492089597178775</id><published>2004-09-11T09:25:00.000-07:00</published><updated>2004-09-11T09:46:40.870-07:00</updated><title type='text'>Tirinhas</title><content type='html'>* Bryan Singer é um vendido por ter trocado a direção de &lt;i&gt;X-Men 3&lt;/i&gt; pela de &lt;i&gt;Superman&lt;/i&gt;! É possível que o filme do Super finalmente saia agora, e que fique muito bom. Mas pelo que foi visto em &lt;i&gt;X2&lt;/i&gt;, Bryan já estava em um nível muito afiado de relação com o universo dos mutantes. Acredito que vá fazer falta, apesar dos produtores Avi Arad e Tom DeSanto ainda estarem envolvidos. Estão comentando que o criador de &lt;i&gt;Buffy&lt;/i&gt;, Joss Whedon, vai dirigir o terceiro filme (ele está escrevendo uma das revistas X na Marvel atualmente). Eu detesto Buffy, mas pode ser que ele me surpreenda. Torcerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Falando em Tom DeSanto, ele e Don Murphy (produtor do filme da &lt;i&gt;Liga Extraordinária&lt;/i&gt;, lançado em 2003) já estão pré-produzindo o filme dos Transformers! Estão para escolher diretor e roteirista muito em breve. Apesar de estar no começo ainda, esse filme já rendeu muitas boas notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) DeSanto e Murphy são fãs de quadrinhos e produtores de responsa (o fato da &lt;i&gt;Liga&lt;/i&gt; ter sido uma bomba foi mais culpa de Sean Connery do que outra coisa);&lt;br /&gt;2) Além deles dois, os outros produtores executivos confirmados são Lorenzo di Bonaventura (&lt;i&gt;Constantine&lt;/i&gt;) e ninguém menos que a lenda Steven Spielberg!&lt;br /&gt;3) Vejam um dos planos de DeSanto para o filme: "Em todos os meus anos na indústria do cinema, eu nunca vi a imagem de um caminhão transformando-se num robô gigante nas telas. Também quero fazer um homenagem aos filmes dos anos 80 e tentar trazer de volta um pouco do fascínio que Holywood perdeu nos últimos anos";&lt;br /&gt;4) Don Murphy já quer saber a opinião dos &lt;b&gt;fãs&lt;/b&gt; (!!!) sobre o filme! Ele mantém no site oficial dele um &lt;a href="http://www.donmurphy.net/board/showthread.php?s=b9d761db9a54639678747dc906b194b0&amp;threadid=577" target="_blank"&gt;fórum&lt;/a&gt; pedindo opiniões sobre um possível diretor e abrir discussões nerds sobre Transformers;&lt;br /&gt;5) O mesmo produtor está agora perguntando em seu mesmo site: "Simon Furman [escritor do gibi dos Transformers] entrou em contato comigo e se ofereceu para trabalhar como consultor. &lt;a href="http://www.donmurphy.net/board/forumdisplay.php?s=285a4bae146238983c5bccc9e83d1358&amp;daysprune=&amp;forumid=8" target="_blank"&gt;O que vocês acham disso?&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo der certo como está dando, vai ser um sonho meu realizado. O filme está marcado para estrear em 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109492089597178775?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109492089597178775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109492089597178775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/09/tirinhas.html' title='Tirinhas'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109446924600467782</id><published>2004-09-06T04:12:00.000-07:00</published><updated>2004-09-06T09:26:29.216-07:00</updated><title type='text'>"O que você esperava? Um colant amarelo?" *</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/xmen/xmen_quitely.jpg" align="right" border="1"&gt;Uma das maiores dificuldades pelas quais nós, leitores de quadrinhos, sempre passamos é que essa arte é "infantil". Analisemos esse tabu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira reação do fã é ficar injuriado. "Ora, de onde eles podem ter tirado essa idéia tão ridícula?!", perguntaria pra si mesmo. Eu já me senti assim em diversos momentos. Agora se por um lado a visão dos leigos melhorou muito nos últimos anos, por outro eu já compreendo mais claramente porque ainda existem pessoas que acreditam na equação &lt;i&gt;quadrinho = infantil&lt;/i&gt;. E a constatação mais surpreendente é que a culpa - se podemos dizer assim - não era (é) só da Mônica e da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre gostei dos quadrinhos de super-heróis. Esse segmento sempre teve como público-alvo os meninos a partir dos sete anos - ou seja, meninos como o papai aqui, que começou nessa tenra idade a acompanhar X-Men, Novos Titãs, Homem-Aranha, Batman e coisas afins. Aí os guris crescem. Alguns vão bolinar meninas, e os mais nerds ainda ficam nos gibis. Mas não se deixe enganar; os leitores de 15 e 25 anos já não tem a mesma cabeça de quando tinham sete anos. Se antes aquele papo mocinho-vilão-dominar-o-mundo-identidade-secreta era o maior barato, agora não convence mais ninguém. Enfim, é uma puta criancice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As HQs de super-herói é uma criação americana que traz todas as qualidades e defeitos desse povo. Ok, é divertido, tem ação, personagens interessantes. Mas no outro lado da moeda, é uma leitura rasa e escapista, surgida para tirar da cabeça das pessoas que o seu país está em guerra e explorando a economia de todo o terceiro mundo. Diria Stan Lee na bíblia: "Crie um herói, dê-lhe poderes e um uniforme colorido, e ninguém dará a mínima para os presos políticos da Chechênia. Alienai-vos!". Só que o que Tio Stan não saberia é que na verdade, não era só o público que vinha amadurecendo. Os tempos mudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tem um roteirista de quadrinho escocês chamado Grant Morrison. Esse cara é genial, mas é de senso comum que ele nunca bateu bem da cabeça. Depois que o World Trade Center foi pro papa-metralha, ele fez umas declarações pra lá de interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem alguns das propostas dele e de Joe Quesada - editor-chefe da Marvel - na época (2002):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"De agora em diante, eles vão patrocinar o pacifismo e enfrentar os perigos do capitalismo global, a discriminação e o fundamentalismo religioso nas roupas comuns do homem do povo."&lt;/i&gt; (Morrison)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Os heróis de verdade no mundo são os caras que entram às pressas em prédios desabando do World Trade Center tentando salvar vidas. O Homem-Aranha não estava lá e nem o Super-Homem. Aqueles bombeiros vestindo capa antitérmica e capacete compareceram ao local, não os super-humanos fantasiados. Na esteira de 11 de setembro, super-humanos violentos não são mais necessários. Nós deveríamos estar pondo em perspectiva os acontecimentos internacionais do momento em vez de organizar quebra-paus entre personagens coloridas”.&lt;/i&gt; (Morrison)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“A de-fantasiação dos heróis é uma tendência que vamos seguir na Marvel este ano e que vocês vão ver mais em 2002. Nem todos os heróis vão revelar sua identidade, mas alguns sim. Os heróis da Marvel sempre foram menos poderosos do que os da nossa concorrência. Por isso, lidam com ameaças e as questões da vida num patamar mais humano”.&lt;/i&gt; (Quesada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, Jotapê Martins (tradutor e profissional das antigas em HQ no Brasil) já profetizava que essa conversa não estava cheirando bem. E ele tinha bons argumentos para isso. &lt;a href="http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_news.asp?artigo=635" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;"Acontece, meus caros Morrison e Quesada, que super-herói sem escapismo e roupas chamativas é o mesmo que omelete sem ovo. Às vezes, funciona, como &lt;/i&gt;Watchmen&lt;i&gt; e &lt;/i&gt;Miracleman&lt;i&gt;, mas esses não são gibis de super-herói nem aqui, nem em Apokolips. Escapismo é a espinha dorsal do gênero. Sem ele, eu prefiro ler &lt;/i&gt;A comédia humana de Balzac&lt;i&gt; e não os dilemas do sobrinho da tia May."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanto enrolar (já notaram como eu adoro enrolar antes de entrar no assunto de uma vez?), chegamos ao ponto deste texto: os uniformes. Os fantásticos/ridículos/infantis uniformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sei que eu havia achado a notícia muito promissora. Apesar de reconhecer que os uniformes coloridos eram parte fundamental da estética dos quadrinhos, eu no alto dos meus 20 e tantos anos já não achava mais relevante um sujeito com capas, cuecas à mostra e logotipos no peito. Oras, se um cara consegue voar e ter superforça, usa esses dons para salvar vidas e fica na dele, por que ele teria que ter a obrigação de se destacar mais ainda com uma roupa multicor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Morrison até acreditasse no que havia dito. Tanto que tentou colocar a idéia na prática ainda em 2001, quando assumiu a revista dos X-Men. A imagem lá de cima provocou rebuliço entre os fãs. Como assim, Wolverine sem máscara pontuda? Como assim, todos de jaqueta de couro, parecendo gente normal? Salva de palmas para a coragem de Grant Morrison!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/uncanny-x-men-445.jpg" align="left" border="1"&gt;&lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/n05052004_04.cfm" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;O evento Reload também marca o retorno dos uniformes. Depois de uma fase com visual "modernosos", mais na linha de Matrix e dos filmes X-Men 1 e 2, os personagens retornam às suas origens.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, era duro admitir, mas Jotapê tinha razão. Em nome do lucro fácil, da falta de ousadia e vácuo de criatividade, e acima de tudo, da mania de refazer e desfazer eventos criativos que nada mais são do que estratégias de marketing... em nome disso tudo, gibis de super-heróis ainda serão, por muito tempo, coisa de menino buchudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Trecho de diálogo entre Ciclope e Wolverine em &lt;i&gt;X-Men - O Filme&lt;/i&gt; (2000), filme precursor da tendência da "de-fantasiação", e que levou Morrison a adotá-la nos quadrinhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109446924600467782?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109446924600467782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109446924600467782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/09/o-que-voc-esperava-um-colant-amarelo.html' title='&quot;O que você esperava? Um colant amarelo?&quot; *'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109317393673175178</id><published>2004-08-22T04:19:00.000-07:00</published><updated>2004-08-22T04:29:48.756-07:00</updated><title type='text'>Viva La Resistance!</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/187/752187.jpg" align="right" border="1"&gt;Quino deveria ser o homem responsável pelo desenvolvimento do Mercosul. Além de ter a consciência política necessária para perceber que a união da América do Sul ainda é uma piada (fato que pode lhe render muitas charges), ele é o único argentino que eu conheço que é unanimidade. Maradona? Pff... Astor Piazzola? É, vá lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de ler dois dos álbuns de charges lançados recentemente no Brasil pela editora Martins Fontes. &lt;i&gt;Bem, Obrigado. E Você?&lt;/i&gt; trata mais das pequenas e grandes idiossincracias do ser humano, ao passo que &lt;i&gt;Quanta Bondade!&lt;/i&gt; analisa os conceitos distorcidos da sociedade, no que se refere a praticar o "bem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/181/752181.jpg" align="left" border="1" width="120"&gt;Na verdade, os dois álbuns são bem parecidos. Se você os ler seguidos um do outro, como eu fiz, vai entender isso na prática. Neles, Quino mostra com quantos nanquins se faz um chargista. Cada página é um tapa na cara daqueles bem dados. Cada risada que você dá é como um arame farpado arranhando um pedaço do teu cérebro. A especialidade do cara é mostrar, através de metáforas práticas rigidamente selecionadas, como e porque a humanidade é tão estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 1: uma cerimônia solene já começou com o tapete vermelho estendido, mas ao mesmo tempo, na outra extremidade, um sujeito vai terminando de costurar o tal tapete. Exemplo 2: um cara acorda ao lado da esposa na madrugada, querendo engatar uma discussão ed relacionamento. No final, ele pergunta algo como "E aí, Isaura, o que você acha?" e ela o soca, furiosa: "INÊS!!" Em diversos momentos, me lembrou MUITO o humor de Henfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras características marcantes dos álbuns são o domínio de linguagem e a versatilidade do autor. Aqui ele prova definitivamente que não é apenas o "cara que fazia a Mafalda" (como se isso fosse pouca coisa - e não é!). De um modo geral, as charges de Quino são bem satíricas, mas algumas delas são meio direcionadas à realidade argentina, enquanto outras possuem caráter mais universal. Mas tem certos casos que são pura poesia, como a do trator que flutua no céu e um fazendeiro embaixo responde: "ô rapaz, pára de ficar sonhando!" ou coisa do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coletâneas de Quino são feitas sob medida para reler algumas e algumas vezes. Sempre dá pra captar algum detalhe que passou despercebido ou reforçar na memória o sentido daquela mensagem. Fazer um humor gráfico tão refinado assim não é pra qualquer um. Mas felizmente, Quino não é qualquer um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109317393673175178?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109317393673175178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109317393673175178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/08/viva-la-resistance.html' title='Viva La Resistance!'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109294004819101069</id><published>2004-08-19T11:25:00.000-07:00</published><updated>2004-08-19T11:27:28.193-07:00</updated><title type='text'>Por quê, Alan Moore??</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/liga_extraordinaria_vol02.jpg" align="right" border="1"&gt;Em 1990, o Faith No More lançou o disco &lt;i&gt;The Real Thing&lt;/i&gt;, que foi um sucesso em tudo que era rádio FM. Aí veio a turnê pelo mundo, Mike Patton &amp; cia. perderam no Rock In Rio II o pouco juízo que tinham e o disco seguinte, &lt;i&gt;Angel Dust&lt;/i&gt;, foi a negação de tudo que público e crítica esperavam deles. Chutaram o balde. Coisa parecida fez o Los Hermanos em 2001, quando o segundo disco, &lt;i&gt;Bloco do Eu Sozinho&lt;/i&gt;, desfez e refez todos os fã-clubes da "banda da 'Anna Julia'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mais ou menos isso que eu senti quando li o segundo volume da &lt;i&gt;Liga Extraordinária&lt;/i&gt;, de Alan Moore e Kevin O'Neill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá boiando? Eu explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma de suas idéias de gênio, Alan Moore jogou fora tudo que se imaginava em equipes de super-heróis e resolveu criar um grupo formado por alguns dos maiores ícones da literatura fantástica: Mina Murray (a mocinha de &lt;i&gt;Drácula&lt;/i&gt;), Allan Quatermain (&lt;i&gt;As Minas do Rei Salomão&lt;/i&gt;), Capitão Nemo (&lt;i&gt;20.000 Léguas Submarinas&lt;/i&gt;), Hawley Griffin (&lt;i&gt;O Homem Invisível&lt;/i&gt;) e Dr. Jekyll/Sr. Hyde (&lt;i&gt;O Médico e o Monstro&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum deles obedece ao arquétipo do herói perfeito. Pelo contrário, cada um deles tem seus pequenos ou grandes defeitos e especialidades. Mina é a líder e cérebro, porém é autoritária e fria. Quatermain ainda é bom de briga, mas é viciado em ópio. Nemo nunca foge dos desafios e está sempre bem equipado, mas às vezes é impetuoso e obcecado. Griffin é invisível, amoral e muito imprevisível. O fraco Jekyll é tão inútil quanto Hyde é demasiadamente forte e selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comum, todos eram - e ainda são - personagens clássicos que surgiram praticamente na mesma época: a Europa do século 19. E é nessa época - meados de 1888 - em que as aventuras da Liga se passam. Como bom pesquisador e escritor que é, Moore pinta e borda nas referências à literatura, política e história da Inglaterra Vitoriana. Mas nem isso faz da &lt;i&gt;Liga Extraordinária&lt;/i&gt; uma leitura só pra iniciados. Como nos filmes de Tarantino, as referências estão lá pra quem as conhece, mas o roteiro é simples o bastante para agradar por si só o leitor, leigo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No volume 1, lançado em meados de 1999-2000, o grupo é reunido pela Coroa Britânica para enfrentar um plano que representava uma ameaça à nação, e talvez para todo o mundo. Foram selecionados justamente por serem indivíduos à margem da sociedade, mas cujos poderes e habilidades os fariam capazes de aceitar o risco. Neste volume 2, a mesma Liga é novamente convocada para enfrentar algo ainda maior: uma invasão marciana - exato, é &lt;i&gt;A Guerra dos Mundos&lt;/i&gt; de H. G. Wells revisitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animado que estava para ler, imaginava algo no mesmo estilo "aventura" do volume 1. Oh, coitado de mim! Mesmo tendo tantas obras de Alan Moore antes, eu ainda não tinha aprendido a lição: o barbudo nunca repete a mesma fórmula. O choque foi inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo adiantar muito da história, mas tudo de mais radical acontece. Eu disse TUDO! Traições, vinganças, reviravoltas, mortes antológicas. Não sobra pedra sobre pedra. Ao final da leitura, fiquei sem reação. Como assim, acabou-se daquele jeito? Como é que Alan Moore faz isso comigo? Por que a história ficou tão do caralho, mas ainda assim eu estava triste pela forma que terminou? Por que eu me apeguei aos personagens? Por que Kevin O'Neill é tão foda nos desenhos? Por que as novas referências são tão legais? Por quê, por quê, por quê??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: A edição brasileira da Devir está excelente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109294004819101069?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109294004819101069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109294004819101069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/08/por-qu-alan-moore.html' title='Por quê, Alan Moore??'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-109293518404705532</id><published>2004-08-19T09:55:00.000-07:00</published><updated>2004-08-19T11:01:07.623-07:00</updated><title type='text'>I'm back!</title><content type='html'>De alguma coisa serviu a minha convalescência atual: conseguir tempo pra inaugurar essa bagaça aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei tão boa a experiência de escrever artigos sobre quadrinhos no finado &lt;a href="http://setedias.blogspot.com" target="_blank"&gt;Sete Dias&lt;/a&gt; que não queria abdicar dela só porque o referido blog acabou. Aí criei este blog aqui. Já faz alguns meses, na verdade. Mas eu queria arrumar a casa antes de inaugurá-la. Sim, os ícones acima também faziam parte da empreitada. Falando nisso: gostaram? Ficou bonito? As editoras que são donas dos personagens podem me processar por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser nome de emissora de TV, &lt;i&gt;Excelsior&lt;/i&gt; é o bordão que Stan Lee (co-criador, ao lado de Jack Kirby, de muitos dos maiores heróis da Marvel) lançava mão no final de seus artigos e cartas ao leitor. A palavra em si não tem uma definição lógica, mas aparentemente só servia pra criar um impacto sonoro repentino - notem a exclamação no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Terminado o protocolo, voltemos à nossa programação normal. Enquanto eu termino este post, já vou pensando na primeira pauta do novo blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser isso. O resultado tá aí em cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-109293518404705532?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109293518404705532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/109293518404705532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/08/im-back.html' title='I&apos;m back!'/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7483053.post-108855181221548394</id><published>2004-06-29T16:26:00.000-07:00</published><updated>2004-06-29T16:30:12.216-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>It was a dark and stormy night...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7483053-108855181221548394?l=excelsiorhq.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/108855181221548394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7483053/posts/default/108855181221548394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excelsiorhq.blogspot.com/2004/06/it-was-dark-and-stormy-night.html' title=''/><author><name>MPadrão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
